O que acontece após a Justiça anular a eleição de Caboclo na CBF?

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Bomba na CBF: nesta segunda-feira (26), a Justiça Federal do Rio de Janeiro anulou o pleito de abril de 2018 que tornou Rogério Caboclo presidente da CBF.

Afastado do cargo após sofrer denúncias de assédio moral e sexual, Caboclo estava tentando conquistar na justiça o direito de retornar à presidência, chegando até a recorrer ao STJD. A decisão desta segunda-feira, porém, corre separadamente.

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A justificativa da Justiça Federal é de que em março de 2017, teriam sido feitas mudanças irregulares no estatuto da entidade, aumentando o poder das federações em detrimento dos clubes sem que eles tivessem participado da decisão. Isso teria afetado diretamente o peso dos votos na eleição que colocou Caboclo no poder, um ano depois.

Vale lembrar que a decisão ainda está em primeira instância e a CBF pode recorrer. Enquanto isso, a decisão da JFRJ também nomeou dois responsáveis para comandar e entidade enquanto não são convocadas novas eleições: o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, que foi denunciado pelo Ministério Público Federal por por gestão fraudulenta e envio indevido de recursos ao exterior.

A ordem judicial, expedida pelo juiz Mario Cunha Olinto Filho, diretor do Fórum Regional da Barra da Tijuca e titular da 2ª Vara Cível, é para que Landim e Carneiro Bastos comandem o novo pleito. Caso aceitem, terão 30 dias para convocar o colégio eleitoral, votar novamente as mudanças no estatuto e convocar uma nova eleição.

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Por enquanto, a dupla recebeu da Justiça do Rio de Janeiro pelnos poderes para comandar a CBF, o que permite, inclusive, que os dois demitam diretores e o secretário-geral da entidade. O despacho também determina que Landim e Carneiro Bastos devem indicar um dos oito vice-presidentes para assumir o comando da entidade até a realização de novas eleições.

Segundo a decisão de Olinto Filho, a escolha por Landim se deu pela sua experiência em comandar um "clube de torcida expressiva". Mesma razão pela qual Carneiro Bastos, presidente da FPF e ex-diretor de coordenação da CBF, foi escolhido.

Entre as pautas que serão votadas, estão a cláusula de barreira (candidatos à presidência da CBF precisam ter a aprovação de pelo menos oito federações estaduais e cinco clubes, restringindo muito as opções de voto) e a inclusão dos times da Série B do Campeonato Brasileiro como votantes.