O Flamengo precisa frear os gastos: entenda!

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Alexandre Vidal/CR Flamengo
Com espaços na camisa, a ordem no clube é "apertar os cintos" e grandes investimentos estão suspensos por agora

O Flamengo passou alguns anos se reestruturando financeiramente, no entanto, os grandes títulos não fizeram parte do roteiro Rubro-Negro nas últimas temporadas. Com discurso agressivo de que era preciso fazer o clube da Gávea voltar a ser campeão, a nova diretoria, presidida por Rodolfo Landim, adotou a estratégia de investir forte no início do ano para que pudesse ficar mais próxima dos objetivos. 

E assim foi feito, Arrascaeta, Gabigol, Bruno Henrique e Rodrigo Caio chegaram para compor o elenco que já era considerado forte. Mas para contar com esses nomes, o clube precisou gastar e gastar bastante. Os preços e as condições impostas principalmente pelo Cruzeiro fizeram o Flamengo demonstrar força, pagando um valor astrônomico no uruguaio em parcelas bem próximas uma das outras. 

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(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação)

Criou-se uma ideia falsa de que o Flamengo é muito rico, o que não é verdade. Prova disso é que se planejou para contratar cerca de seis a sete reforços, trouxe quatro e ainda ficou faltando o zagueiro, considerado uma das prioridades. O foco estava voltado para Dedé, mas depois da dura negociação por Arrascaeta e os altos valores exigidos pelo time Celeste ficou difícil, faltou dinheiro. 

O Flamengo é sim um clube que veio se estrturando financeiramente, que paga em dia, que tem boas condições para seus atletas e pôde fazer alguns investimentos. Mas para trazer os grandes reforços no início do ano, apostou na força para  atrair investimentos. Vale lembrar que, o Rubro-Negro perdeu dois patrocinadores, Carabao e Caixa, o último era o master e estampava o peito dos jogadores, e agora precisa urgentemente de parceiros, mas vê dificuldade em atingir os valores imaginados no início do ano por conta do incêndio que deixou dez vítimas fatais no Ninho do Urubu.

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(Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Divulgação)

Se clubes de futebol já não são prioridades das grandes empresas, atrelar o nome a uma marca que está envolvida em uma polêmica e estampando as páginas policiais diariamente é mais complicado. Por outro lado, em caso de títulos importantes este ano, o Flamengo pode colocar no bolso uma grana alta, com a Copa do Brasil, por exemplo, o campeão pode embolsar até 70 milhões de reais. Na Libertadores, as cifras chegam próximo da casa dos 50 milhões. 

No meio de tudo isso, o Flamengo ainda precisa pagar a indenização das vítimas do incêndio, a proposta feita pelo clube foi negada pelo Ministério Público, o que demonstra que o Rubro-Negro ainda pode ter dificuldades para chegar a um acordo por valores, mais um fator que obriga a diretoria a evitar gastar dinheiro neste momento. 

Por tanto, a ordem é clara: não criar mais dívidas. O que não quer dizer que o Flamengo vai fechar os olhos para o mercado, mas para que alguem chegue ao clube neste momento somente vindo de graça ou por um valor muito baixo. A janela do meio do ano, por exemplo, pode ser importante no sentido não só de ter a possibilidade de trazer jogadores sem contrato como também de negociar alguém, o que já é visto como grande possibilidade por parte da diretoria.

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