No papel e na grana, Seleção “B” seria desafio maior que rivais nessa Data FIFA

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Amistosos na última Data FIFA antes da Copa América não representam, na teoria, um desafio à equipe treinada por Tite

A Seleção Brasileira apresentou-se na cidade do Porto, onde enfrenta o Panamá em amistoso marcado para sábado (23). Três dias depois, o teste contra a República Tcheca, em Praga, será o último antes da estreia na Copa América.

Não são exatamente duelos contra times que possam desafiar verdadeiramente a equipe treinada por Tite. Os tchecos, por exemplo, ocupam apenas a 44ª posição no Ranking da FIFA. Já os panamenhos não estão nem mesmo na primeira página: 76º, atrás de países como China e Macedônia.

Amistosos como estes colocam em dúvida o quanto times como os citados podem oferecer, em termos de desafio, contra uma das principais seleções do mundo - mesmo levando em consideração a dificuldade de marcar duelos contra outros países europeus, por causa da Nations League e, agora, as Eliminatórias para a Euro 2020.

Não chega a ser absurdo imaginar que um treino onze contra onze da Seleção ofereça um maior desafio técnico do que as partidas contra Panamá e República Tcheca. É possível demonstrar isso no quanto cada atleta vale e o seu respectivo impacto na defesa de seu clube, ainda que beire o surrealismo imaginar um jogo entre Brasil A contra Brasil B.

Imaginemos a seguinte escalação: Alisson; Danilo, Miranda, Thiago Silva, Alex Sandro; Casemiro; Coutinho, Arthur, Firmino, David Neres; Richarlison. De acordo com o site Transfermarkt, este onze inicial com alguns dos prováveis titulares vale € 539 milhões. Todos exercem, de formas diferentes, um papel importante nos clubes que defendem.

Uma eventual seleção reserva, também: Weverton; Fagner, Militão, Marquinhos, Alex Telles; Allan, Fabinho; Everton, Felipe Anderson, Paquetá; Gabriel Jesus. Somados, valem € 414 milhões e poderiam oferecer mais dificuldade do que as equipes que serão enfrentadas nesta Data FIFA. A seleção do Panamá tem valor avaliado em cerca de € 6, 33 milhões; os tchecos, € 131,75 mi.

GFX Brasil B

Os valores de mercado não são o único indício que marcam essa superioridade gigantesca.  Weverton é titular no Palmeiras, atual campeão brasileiro; Fagner disputou a última Copa do Mundo e é titular do Corinthians, Militão acaba de ser vendido ao Real Madrid, Felipe Anderson é destaque individual pelo West Ham na Premier League e Everton Cebolinha é considerado um dos melhores meias em atividade no Brasil.

Nenhum jogador do Panamá é protagonista de sua equipe. A situação envolvendo a seleção tcheca muda um pouco de figura, com alguns nomes de destaque na surpreendente campanha do Slavia de Praga na Europa League. Mas estamos falando do azarão da segunda competição em importância do Velho Continente. É um teste válido e com sua tradição (já que a República Tcheca herdou boa parte do legado esportivo da antiga Tchecoslováquia, vice-campeã mundial em 1962 exatamente ao ser derrotada pelo Brasil), mas dificilmente representará um grande desafio para a equipe de Tite. Se acontecer, a Seleção finaliza a sua preparação para a Copa América de forma preocupante.

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