Ninho do Urubu: O Flamengo de 2018 piorou taticamente

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Gilvan de Souza/Flamengo/Divulgação
"É preocupante o futuro da equipe [...] Mas agora, com Libertadores e Brasileirão, os problemas poderão arruinar a temporada"


Por Bruno Guedes


Jogo após jogo, o Flamengo 2018 mostra que não evoluiu. Como falamos aqui há algumas semanas, a equipe parece ter começado a temporada como terminou o ano passado: falta de atenção, falta de intensidade e sem evolução tática. Contra o Fluminense, pela semifinal da Taça Rio, os erros apareceram todos de uma vez.

O Flamengo do Carpegiani é ainda mais espaçado e com jogadores distantes um do outro que o do Rueda. O colombiano, que sempre gostou deste artifício para abrir o adversário e forçar o apoio longo, criando mais espaços, fazia propositalmente. Não é o caso do que ocorre atualmente. Percebe-se jogadores buscando apoios curtos, mas todos isolados. Isso reflete em dois crônicos problemas, que são Henrique Dourado isolado e inferioridade numérica pelos lados.

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GFX ninho do Urubu 26 03 18(Foto: Reprodução / Arte: Blog Ninho do Urubu)

Os dois Évertons, quando caem pelas pontas, ficam sempre isolados. O apoio dos meias acontece de forma desorganizada e quase sempre no 2 contra 1, com os rivais levando vantagem em número de jogadores. E isso acontece justamente por causa da compactação. Quem pega a bola, geralmente, está cercado e precisa fazer uma jogada arriscada.

E foi isso que o Fluminense, reativo e esperando o Flamengo errar, fez. Tentou ocupar os espaços na defesa e esperar um passe para alguém isolado, uma jogada mal feita por problemas táticos do Rubro-Negro. E, o mais preocupante, é que o Tricolor fez isso de forma insegura, abrindo buracos defensivos e deixando à frente da área aberta entre as linhas. Ainda assim, o time comandado por Carpegiani não conseguiu explorar essas brechas.

GFX 2 ninho do Urubu 26 03 18(Foto: Reprodução / Arte: Blog Ninho do Urubu)

Defensivamente, o problema é ainda pior. Passamos o ano de 2017 inteiro falando sobre laterais abertas, com jogador saindo da linha defensiva e deixando um corredor para jogadas. E isso permanece. Agora, com apenas um volante, a sobrecarga aumentou sobre os zagueiros. River Plate se aproveitou disto e o Fluminense mais ainda. Com característica de jogar pelos flancos há dois anos, o Abel jogou em cima dessas aberturas.

Um time que ainda se compacta de forma deficiente e desorganizada, piorou mais essa combatividade.

É preocupante o futuro do Flamengo. Estamos em março, um campeonato fraquíssimo como o Carioca serviu apenas para mascarar erros em jogos fáceis. Mas agora, com Libertadores e Brasileirão, os problemas poderão arruinar a temporada.

Bruno Guedes colunista torcedor Flamengo
Bruno Guedes é músico, apaixonado por futebol e beisebol. Brasiliense por certidão e carioca de coração, acredita no futebol brasileiro e tem Romário como o maior jogador que viu dentro das quatro linhas.

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