Tite não esboçava reações enquanto os grupos da Copa América eram definidos, em sorteio realizado no Rio de Janeiro na última quinta-feira (24). Mas logo após a Seleção conhecer os seus adversários (Bolívia, Venezuela e Peru), a impressão foi de alívio.
Claro que o respeito aos adversários esteve presente da mesma forma, especialmente nas palavras ditas pelo técnico do Brasil aos jornalistas. Entretanto, o treinador do Brasil bateu no peito para falar da responsabilidade óbvia, quando o assunto é Seleção, e que ficará sob um holofote ainda maior no Grupo A: jogar bem.
A frase foi repetida como se fosse um mantra ao longo das entrevistas dadas após as definições dos adversários. Com um semblante mais tranquilo em relação aos outros treinadores, o único momento de maior preocupação foi ao ser questionado sobre a situação física de Neymar – que lesionou o pé no duelo contra o Strasbourg, quarta-feira (23).
“Sei tanto quanto vocês”, disse ao ser indagado sobre a situação. “Humanamente eu fico preocupado (...) Ele terá um período inicial de três dias para avaliar a extensão, ter o diagnóstico e as reações dele. Mas eu também fico na expectativa para ter uma resposta positiva pra que esteja tudo bem”.
O Brasil não recebe a Copa América há 30 anos. Naquela última vez, em 1989, acabou com o jejum de grandes conquistas que perdurava desde o Mundial de 1970 – e de quebra apresentou antecipadamente o poder da dupla Bebeto e Romário. Em todas as quatro oportunidades em que foi o país-sede do evento, a Seleção terminou com a taça.
Em 2019, Tite faz o que deveria ser, sempre, o óbvio e foca em um estilo de jogo que tire o máximo do talento de seus jogadores. Ganhar ou não pode ficar em um detalhe, como foi o caso da Argentina de Messi em 2015 e 2016. Mas se o treinador do Brasil mostrou algum tipo de preocupação após o sorteio dos grupos, foi na situação de seu camisa 10, capitão e maior craque.
