Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), anunciou na madrugada deste sábado a retirada do projeto "FIFA Forward Enterprise", que tinha como objetivo criar uma entidade comercial que permitiria a participação de investidores do setor privado nos direitos comerciais das competições da Fifa, após o aumento da oposição à proposta nos últimos dias.
Infantino afirmou, em comunicado oficial: "O projeto FIFA Forward Enterprise tinha como objetivo fornecer uma base para continuar fortalecendo nossas federações nacionais membros da Fifa, e o futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais necessitam de apoio".
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E prosseguiu: "Além disso, como afirmamos desde o início, isso só se concretizaria caso o projeto obtivesse o apoio da maioria das federações nacionais membros da Fifa, e estivesse sempre submetido a um processo de consulta com elas, com o Conselho da Fifa, com as confederações continentais e com os demais interessados".
O presidente da Federação Internacional acrescentou: "Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões, de uma natureza que faz com que sua continuidade — independentemente do nível de apoio que receba — já não atenda ao objetivo para o qual foi concebido desde o início".
E continuou: "Nosso objetivo foi, e sempre será, unir e desenvolver o esporte. Diante disso, esta proposta não seguirá adiante".
Infantino concluiu: "Na próxima etapa, pretendo reunir novamente todas as partes envolvidas nos próximos dias e semanas, com espírito de zelo pelo interesse comum do futebol, e com o objetivo de continuar desenvolvendo o esporte em todo o mundo, especialmente nos países que mais necessitam do nosso apoio".
O que aconteceu?
A oposição ao plano de Infantino cresceu fortemente nas últimas horas. O plano previa a criação de uma nova empresa chamada FIFA Forward Enterprise, que reuniria as operações comerciais e as operações de organização dos torneios da Federação Internacional, abrindo uma parte delas a investidores do setor privado.
A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) anunciou que boicotaria os torneios da Fifa caso Infantino insistisse em seu projeto, que também enfrentou oposição da Confederação Asiática e da Concacaf.
O norte-americano Carlos Cordeiro, principal assessor do presidente da Federação Internacional, também renunciou em protesto contra a proposta, que provocou críticas igualmente por parte do francês Kevin Lamour, diretor executivo de operações da Fifa.
