Com a proximidade do início da nova temporada, algumas lacunas começaram a aparecer com clareza nos elencos dos grandes da Roshn Saudi League e, apesar das diferentes necessidades do Al-Ahli e do Al-Nassr, os dois clubes enfrentam uma mesma crise que parece mais evidente no meio-campo, mais precisamente na posição de volante de contenção.
Até agora, nenhum dos dois times conseguiu fechar uma contratação estrangeira que lhes ofereça a solução ideal para essa posição, transformando a necessidade de um novo volante de mero desejo de mercado em uma crise real que pode afetar o rendimento dos dois clubes na temporada aguardada.
Al-Nassr: Al-Khaibari diante de um novo teste
O Al-Nassr entra na nova temporada mantendo a dependência de Abdullah Al-Khaibari na posição de volante de contenção, apesar das críticas que o jogador recebeu no último período por conta de alguns rendimentos e decisões dentro de campo.
É verdade que o Al-Nassr fechou a contratação de Sam Costa, meio-campista do Mallorca, mas ele vai compensar a saída de Brozovic na posição de camisa 8, de modo que a contenção seguirá apenas nas mãos de Al-Khaibari.
Al-Ahli: a saída de Kessié deixou um vazio evidente
O problema parece ainda mais claro no Al-Ahli, após a saída do marfinense Franck Kessié do clube, sem que a diretoria tenha conseguido até agora contratar um substituto direto para a posição de volante de contenção.
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Kessié não era apenas um meio-campista comum, mas sim uma peça fundamental no equilíbrio do time, graças à sua força física, à sua capacidade de recuperar a bola e ao apoio defensivo, além de sua grande experiência em jogos difíceis.
Por isso, o fato de ainda não tê-lo substituído coloca o Al-Ahli diante de uma crise real, principalmente porque o time precisa de um jogador capaz de proteger a linha defensiva e dar aos demais integrantes do meio-campo mais espaço para avançar e criar jogadas.
Uma mesma crise, uma solução diferente
O paradoxo é que o Al-Ahli e o Al-Nassr possuem nomes capazes de ocupar a posição, mas o problema está no fato de que nenhum dos dois tem até agora um jogador estrangeiro que lhes dê o reforço necessário a longo prazo.
O Al-Nassr tem Al-Khaibari, enquanto o Al-Ahli pode contar com Valentin Atangana em algumas funções, mas seguir a temporada com o grupo atual pode colocar as comissões técnicas sob grande pressão, especialmente diante de adversários fortes.
E com a aproximação do início da temporada, não resta mais muito tempo para os dois clubes arriscarem: ou se movimentam para fechar uma contratação forte no meio-campo, ou arcam com as consequências de entrar na temporada com uma lacuna evidente em uma das posições mais importantes do time.
No fim das contas, essa crise em comum revela que a força do mercado não se mede apenas pelo número de grandes contratações, mas pela capacidade dos clubes de fechar as lacunas reais em seus elencos, algo que o Al-Ahli e o Al-Nassr não conseguiram resolver até agora.




