Matheus Cunha 'bateu o pé' por Hertha e agora colhe os frutos na seleção

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Recém-convocado por Tite e monitorado pelo PSG, jovem atacante tem um 'perfil diferenciado' para o futebol

Proposta de cerca de 20 milhões de euros (R$ 94 milhões, na ocasião) do Hertha Berlin na mesa do RB Leipzig em janeiro de 2020 por Matheus Cunha. Nos bastidores, em conversas entre dirigentes e empresários do jogador brasileiro, a decisão foi praticamente unânime: recusar.

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Na visão do estafe do atacante, que, na época, estava valorizado pela recente passagem de destaque pela seleção sub-23, o melhor seria permanecer no mesmo clube e, possivelmente no mercado de verão europeu, esperar por uma oferta mais vantajosa, talvez da Premier League.

Cunha, então com 20 anos, bateu o pé e insistiu pela negociação imediata. Reserva no Leipzig, o jovem formado no Coritiba, onde não chegou a atuar profissionalmente, queria jogar com frequência, preferencialmente na própria Bundesliga, visto o processo avançado de adaptação e também o apreço criado pelo alto nível da competição.

“O Matheus queria muito jogar, foi mesmo uma opção muito particular dele”, revelou uma pessoa próxima ao atleta, à Goal.

“Digo mais: foi um grande erro do Leipzig deixá-lo sair”, completou.

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A opção pelo Hertha, que terminou a última temporada na modesta 10º colocação da liga alemã, acabou por ser acertada. Ao todo, já fez 14 jogos oficiais e marcou sete gols, além de ter passado a ser monitorado de perto por PSG e também Inter de Milão. A “cereja do bolo” foi a recente convocação à seleção principal, para suprir a ausência do lesionado Gabriel Jesus.

Natural de João Pessoa, na Paraíba, Matheus Cunha sempre despertou a atenção dos familiares pela personalidade forte, especialmente da mãe Luziana, que foi responsável, por exemplo, por prepará-lo para enfrentar o racismo. Os ensinamentos sobre os obstáculos da vida tiveram impacto em Curitiba, onde chegou aos 13 anos, e também na Suíça, quando foi vendido ao Sion, em 2017.

Desde cedo, questões sociais e políticas sempre geraram interesse por parte de Cunha, que hoje é casado e tem um filho de aproximadamente quatro meses de idade. A família, aliás, tem sido decisiva para o atacante na consolidação do “perfil diferenciado” (palavras ditas por pessoas que trabalham na Bundesliga) para o futebol.

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