Lucas segue decisivo no Tottenham e volta a colocar uma interrogação na lista de Tite

Lucas Moura Tottenham 2019-20
Getty Images
O jogador já começou a atual temporada de Premier League decidindo com gols, e voltou a brilhar neste sábado (17), contra o Manchester City

Lucas Moura finalizou a temporada passada como grande herói de uma das maiores viradas na história da Champions League, quando em dez minutos fez três gols sobre o Ajax, transformando uma derrota por 2 a 0 na vitória por 3 a 2 que levou o Tottenham à uma inédita final. Embora não fosse titular absoluto na equipe treinada por Mauricio Pochettino, o brasileiro teve desempenhos marcantes – fez dois gols sobre o Manchester United em pleno Old Trafford, por exemplo, além de boas participações em outros duelos de considerável dificuldade.

Acompanhe o melhor do futebol ao vivo ou quando quiser: assine o DAZN e ganhe um mês grátis para experimentar

As exibições marcantes na reta final da última temporada, quando precisou substituir Harry Kane, durante o período em que a grande estrela do Tottenham se recuperava de lesão, motivaram todo um clamor popular para que o jogador revelado pelo São Paulo estivesse presente na lista de convocados para a Copa América. Não foi o bastante, entretanto, para convencer Tite na época e nem após o corte de Neymar. Ainda não é o suficiente para recolocá-lo na seleção brasileira, que teve sua lista de convocados para amistosos de setembro, contra Colômbia e Peru, divulgada na última sexta-feira (16).

Exatamente por isso, o lembrete a Tite de que Lucas Moura é brasileiro e sonha em voltar a vestir a camisa canarinho voltou a ser dado, neste sábado (17), depois que o meia-atacante precisou de apenas 19 segundos para fazer o gol que garantiu, fora de casa, o empate por 2 a 2 contra o Manchester City. O camisa 27 entrou em campo no segundo tempo, e sua primeira ação no gramado do Etihad Stadium foi seguir a rotina de se mostrar decisivo – na primeira rodada, ele já havia dado uma das assistências para gol na vitória por 3 a 1 sobre o Aston Villa.

O que mais impressiona em relação à ausência de Lucas Moura na seleção brasileira, além de seu comprovado poder decisivo, é a polivalência nas funções que pode desempenhar em campo. Pensando em um 4-2-3-1, na temporada passada ele atuou em todas as posições do “três” e também como o “um”, mais avançado, do desenho tático, fazendo também o papel de segundo atacante em um 4-4-2.

Uma de suas funções principais, contudo, é bem parecida à feita por Gabriel Jesus durante a Copa América: saindo da ponta-direita, entrando “em facão” na área para finalizar como atacante. As escolhas de Tite para o ataque foram boas (Bruno Henrique, David Neres, Firmino, Neymar, Richarlison e Vinícius Júnior), mas fica uma pulga atrás da orelha quando um dos heróis da última Champions League, e que segue como destaque do Campeonato Inglês, não é chamado. Merecimento não falta.

Fechar