A lesão de João Paulo, meio-campista do Botafogo, no clássico de domingo (18) contra o Vasco, não foi impressionante apenas nas fortes imagens de seu pé quebrado após a entrada forte de Rildo.
Em entrevista coletiva realizada na tarde de segunda-feira (19), dirigentes alvinegros e o médico que fez a cirurgia em João Paulo, Dr. Ricardo Bastos, falaram sobre a lesão.
“A fratura foi um pouco atípica do futebol, normalmente vemos esse tipo de uma fratura num acidente de carro, de moto. Alguns casos similares são do Ferrugem [Ponte Preta], Eduardo da Silva [Arsenal]. O tempo de retorno é difícil para precisar, vai de acordo com o indivíduo. Para começo de retorno ao esporte é de seis a oito semanas, tudo dentro da normalidade, claro", disse Ricardo Bastos.
João Paulo, um dos principais jogadores do Botafogo desde 2017, deverá receber alta médica nesta terça-feira (20) e ainda tem chances de voltar a entrar em campo neste ano. Mas a perda de um jogador tão importante, sem nenhum tipo de punição para Rildo [que recebeu cartão amarelo no lance] e para o árbitro Leonardo Cavaleiro irritaram profundamente os dirigentes alvinegros.
"Não podemos admitir que a comissão de arbitragem tenha essa posição. O juiz errou e precisa ser punido. Quando nós erramos somos punidos. Qual problema em assumir isso?”, bradou o gerente de futebol Anderson Barros.
“Temos uma sociedade que está doente e coniventes com a violência. Se eu dirigir acima da velocidade e causar um acidente, serei culpado. O Rildo assumiu a responsabilidade. Ninguém esta falando em maldade, mas precisa pagar por isso”, completou, ainda dizendo que o clube observa o mercado por reposições, mas que não vai ser fácil encontrar um jogador para a vaga.
