Kylian Mbappé reagiu, em entrevista à France Football, ao "meme do ditador". Há anos circulam nas redes sociais fotos editadas do francês vestido como um ditador. Mbappé consegue ver parte do humor nisso, mas também ressalta a gravidade dos atos dos ditadores reais com os quais ele é retratado.
O meme nasceu em 2024. Naquele ano, Mbappé ameaçou processar o influenciador francês Mohamed Henni. Henni deu o nome de Mbappé a uma refeição de kebab: "Pão de padeiro, tão redondo quanto a cabeça de Mbappé."
Henni reagiu quando ficou claro que Mbappé queria tomar medidas legais contra ele e disse, entre outras coisas, que o atacante "transformou o próprio nome em uma ditadura". Pouco depois, surgiram os primeiros memes.
Em abril deste ano, circulou o rumor de que Mbappé não gostava do meme, o que fez com que ele fosse usado com muito mais frequência nos últimos meses. Suas supostas posições de poder, primeiro no Paris Saint-Germain e agora no Real Madrid, também contribuíram para o uso do meme.
Agora, Mbappé reagiu pela primeira vez ao seu meme, que foi usado para retratá-lo como, entre outros, Kim Jong-un, Mao Tsé-Tung, Josef Stalin e Mobutu Sese Seko.
"O que eu acho dos memes de 'ditador' sobre mim? Há um lado engraçado nisso, porque você percebe que, para algumas pessoas, é apenas uma diversão inocente."
"Também há outra parte que é menos engraçada, porque sabemos os danos que esse tipo de pessoa causou ao longo da história."
"Ser comparado a pessoas que matam outras, ou que tornaram milhões e milhões de pessoas miseráveis... Não acho que eu tenha feito isso na minha vida."
"Por um lado, sei que a intenção é leve e que as pessoas não querem levar isso tão longe, mas às vezes isso revela uma falta de consciência política e humana."
Ousmane Dembélé faz piadas com frequência sobre o meme. "Ele é diferente", reagiu Mbappé. "Ele pegou isso pelas redes sociais. No caso dele, é só pela brincadeira."



