O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, chegou a uma reunião decisiva no Marrocos, em meio a pressões crescentes, depois que a lenda do futebol português Luís Figo se tornou a mais recente figura de destaque a exigir sua renúncia, nesta quarta-feira.
Infantino havia convocado os principais dirigentes da Fifa para a cidade marroquina de Salé para realizar reuniões de crise, após o vazamento de planos para a venda de participações na Copa do Mundo no valor de 3,1 bilhões de libras esterlinas, na semana passada.
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O dirigente suíço posteriormente recuou dessas propostas, após ampla oposição a elas, que incluiu também uma rebelião dentro dos bastidores da Fifa.
Tanto a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) quanto a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) exigem a saída de Infantino, e a Uefa anunciou oficialmente a retirada de sua confiança no presidente da Fifa.
A posição da Jordânia
As pressões sobre Infantino aumentaram, depois que o presidente da Federação Jordaniana de Futebol, o príncipe Ali bin Al Hussein, o acusou de praticar chantagem, tornando a Jordânia o primeiro país asiático a se rebelar contra ele.
A Jordânia também se tornou o 91º membro a se movimentar contra Infantino, partindo do pressuposto de que todos os países membros da Uefa e da Concacaf adotarão a posição de suas confederações continentais. Os opositores do presidente da Fifa precisam do apoio de 106 federações nacionais para destituí-lo do cargo.
Um carro que transportava Infantino foi visto chegando ao escritório regional da Fifa na África, na cidade marroquina de Salé, na manhã desta quarta-feira, segundo o jornal"Daily Mail" britânico.
De acordo com o jornal "The Times", pessoas próximas a Infantino tentaram convencer o grupo "Lendas da Fifa" a declarar publicamente seu apoio a ele, mas essas tentativas fracassaram.
O grupo reúne uma série de ex-estrelas do futebol internacional, que recebem pagamentos para participar dos eventos e atividades oficiais organizados pela Fifa.
