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Guly Cavani

Guly: já jogou no Pelotas e agora faz 'leilão' pelo irmão Cavani

Guly caminhava para pendurar as chuteiras quando o irmão mais novo Edinson Cavani começava a viver o auge da carreira na Europa. Entre transferências inusitadas e alguns gols, já tinha tempo - e conhecimento - para analisar os contratos daquele que se tornou o membro mais notável da família.

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Hoje empresário no período integral do craque uruguaio, Walter Guglielmone abandonou os gramados em 2012, depois de uma passagem sem sucesso pelo BIT FC, um pequeno clube-empresa da China. Poucos meses antes, teve uma rápida e curiosa experiência no futebol brasileiro. Aos 33 anos, defendeu o Pelotas. 

Usando as chuteiras que foram oferecidas por Cavani, que, na ocasião, representava o Napoli, Guly fez 15 jogos e balançou a rede em seis oportunidades no Campeonato Gaúcho. No fim, ganhou mais destaque ao ser expulso num confronto com o Caxias, depois de ter trocado ofensas e empurrado um companheiro da própria equipe.

Apesar de não ser o mais famoso da família, o ex-atacante uruguaio, que foi revelado no Nacional, passou por Danubio e Peñarol e rodou ainda por França (Ajaccio), México (Pachuca e Chiapas), Paraguai (Guaraní) e Azerbaijão (Inter Baku e Neftchi), teve momentos altos na longa trajetória no mundo da bola, como, por exemplo, quando participou na Copa América de 2001. 

Diferentemente de Edinson Cavani, que prefere uma vida mais reservada, Guly é mais brincalhão e expansivo. Está quase sempre de bom humor. Fala inglês, francês, arranha um pouco de português e diz até que consegue conversar em russo. 

Atualmente, o agora empresário de 42 anos reside em Montevidéu. É “unha e carne” com Cavani, com quem costuma passar todas as férias. São irmãos por parte de mãe - por isso, os sobrenomes diferentes. A relação de afeto e confiança entre eles passou a ter mais visibilidade na mídia nas últimas semanas, por culpa do impasse envolvendo o futuro do caçula.

Guly Cavani
Guly defendeu o Pelotas em 2012 (Foto: Divulgação)

Após sete temporadas no PSG, Cavani está livre no mercado e tem sido alvo de “leilão” por parte de Guly, numa situação que lembra muito aquilo foi vivido durante anos entre os irmãos Roberto Assis e Ronaldinho Gaúcho. Chegou a ter conversas avançadas com o Benfica, mas o negócio caiu. Nos bastidores, pessoas próximas dizem que as tratativas com o clube português, na verdade, foram levadas adiante apenas para pressionar o Atlético de Madrid.

Decidido a assinar um contrato válido por três anos, o veterano atacante, de 33 anos, tem pedido no total cerca de 45 milhões de euros líquidos (R$ 283 milhões), num acordo que contempla salários (12 milhões de euros por temporada), luvas diluídas (8 milhões de euros) e comissões. Os altos valores, inclusive, acabaram por afastar Atlético-MG e Grêmio, que até chegaram a estudar a contratação. Um sonho praticamente impossível.

Depois de um longo período sem mexer no assunto, o Atlético de Madrid, com quem Cavani negociou diretamente há dois meses, recentemente voltou a entrar na briga. Mas a parada não é nada fácil. Juventus e Tottenham também têm forte interesse no goleador uruguaio.

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