Jurgen Klopp ainda estava atordoado, andando pelo estádio Wanda Metropolitano com uma medalha no pescoço e uma garrafa de cerveja na mão. "Exausto", como ele disse em entrevista exclusiva à Goal.
Até que recebeu um telefonema surpresa vindo do telefone de Lee Nobes, fisioterapeuta do Liverpool, que havia sido contratado junto ao Manchester City em novembro passado.
"Ele me entregou o telefone: 'é pra você, chefe'", explicou Klopp. "Olhei para a tela e disse: 'Pep', com 100% de certeza, pensei que era meu Pep, Pep Linjders!. Pensei 'ok, isso é estranho. Foi só quando comecei a falar que percebi que era outro Pep!".
O "outro Pep", é claro, era Pep Guarioda, técnico de um dos grandes rivais do Liverpool e, talvez, a última pessoa que você esperaria estar ligando em uma noite como essa.
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"Houve muito respeito. Eu não sei quem ligou para quem, mas Lee obviamente trabalhou com ele no City. Foi legal, um bom momento. Nós conversamos sobre como foi uma ótima temporada, fizemos algumas piadas. Nós dois estávamos obviamente de bom humor!", disse Klopp.
Não admira. Tanto Klopp quanto Guardiola podem refletir com satisfação o progresso que está sendo feito em seus respectivos clubes, conquistaram quatro troféus e, neste domingo, vão lutar por outro. O Community Shield de domingo em Wembley representa uma reunião das duas melhores equipes do futebol inglês e seus dois melhores treinadores.
No entanto, apesar da inimizade entre os clubes - particularmente entre os torcedores que, encorajados e estimulados por certas partes da mídia, parecem se divertir não apenas em seu próprio sucesso, mas na infelicidade de seus rivais - entre os dois técnicos há respeito.
Mesmo na Alemanha, onde competiram como treinadores de Bayern de Munique e Borussia Dortmund, respectivamente, não havia mesquinharia, nem ressentimento, nem animosidade. Não há "jogos mentais" na mídia e mensagens codificadas. Sua rivalidade acontece em campo, em nenhum outro lugar.
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"Eu não preciso desse tipo de 'batalha' na linha lateral. Eu não preciso desse tipo de emoção muito negativa quando vejo meu colega a alguns metros de distância. Ainda posso querer ganhar o jogo com tudo o que tenho sem ter tudo isso", afirmou.
"Para mim, o resto não faz parte do jogo e ele obviamente vê da mesma forma", continuou. "É claro que é diferente nos jogos, porque somos muito competitivos. Nesse ponto, não estou muito preocupado com a forma como o nosso relacionamento pode melhorar! Por 90 minutos, meu foco está em outro lugar", explicou.
"Mas é um relacionamento muito respeitoso. Nós não temos contato o tempo todo, exceto quando nos enfrentamos - ou se ele liga para o nosso fisioterapeuta no vestiário e eu atendo o telefone! Além disso, tudo está bem", finalizou.




