O médico da seleção do Senegal era, na verdade, ginecologista, conforme divulgou a Federação Senegalesa de Futebol em um comunicado oficial. A formação profissional de Aderahmane Fediore causou grande inquietação entre os jogadores.
O presidente da federação, Abdoulaye Fall, teve que se desculpar. Em uma coletiva de imprensa, ele teve que admitir, com certo constrangimento, que o médico da seleção era, na verdade, um ginecologista. Ele também afirmou que a situação em torno de Fediore causou inquietação no grupo.
Os jogadores estariam preocupados com sua condição física, já que não havia um fisioterapeuta “de verdade” à disposição da equipe. “Os jogadores precisavam ser tranquilizados, pois a saúde está acima de tudo”. Segundo Fall, ele começou a procurar um novo médico ainda durante a Copa do Mundo.
A Associação Senegalesa de Medicina Esportiva agora contradiz veementemente o presidente da federação. Segundo eles, a história não tem nada de verdade. Fediore teria, na verdade, obtido um diploma em medicina esportiva e biologia do esporte na faculdade de medicina da Universidade Cheikh Anta Diop, na capital senegalesa, Dakar.
Além disso, Fediore já é o médico da seleção do Senegal há três Copas do Mundo consecutivas e nunca houve reclamações por parte dos jogadores sobre seu desempenho. Essa história sobre o médico da equipe não é a única coisa curiosa que aconteceu durante a Copa do Mundo na seleção senegalesa.
Após a eliminação (derrota por 3 a 2 para a Bélgica), o plano era que a seleção voltasse rapidamente para Dakar, mas, no dia seguinte, a equipe ainda se encontrava nos Estados Unidos. Vários meios de comunicação africanos noticiaram que a federação senegalesa não havia reservado nenhum voo.
A seleção já estava no aeroporto de Seattle quando se descobriu que não havia nenhuma reserva registrada nas companhias aéreas Blue Jet, Delta e United Airlines. Após horas de espera, os jogadores e a comissão técnica voltaram para o hotel.
