O escândalo dos passaportes começa a trazer consequências sérias. Jogadores que possam não ter uma autorização de trabalho válida devido à mudança de seleção nacional estão sendo aconselhados, por enquanto, pela KNVB a não jogar. Também no sc Heerenveen está surgindo uma situação curiosa.
Isso é o que revela a reportagem do Leeuwarder Courant. De acordo com o jornal da Frísia, Dylan Vente está ausente de todas as atividades da equipe no clube. O atacante treina individualmente no campo de treinamento do parque esportivo Skoatterwâld, nos campos do clube amador VV Heerenveen.
Vente adquiriu a nacionalidade surinamesa e jogou um total de 62 minutos pela seleção daquele país, distribuídos por quatro partidas internacionais. “Dylan não pode fazer absolutamente nada enquanto houver incerteza sobre sua autorização de trabalho”, afirma Robin Veldman, visivelmente frustrado.
“Ele não pode jogar futebol. Não pode treinar. Não pode dar entrevistas. Dylan nem mesmo usa roupas do clube”, conta o treinador. “Também não podemos deixar que ele seja acompanhado por um treinador. Dylan recebeu, portanto, um programa individual.”
“Ele cumpriu esse programa nos últimos dias em Heerenveen e em seu dia de folga em Roterdã. A situação de Dylan lembra um pouco a época da pandemia”, disse Veldman, que, apesar disso, espera ter seu atacante de volta a tempo para o jogo em casa contra o Heracles Almelo.
O Heerenveen, assim como alguns outros clubes, aguarda um visto da UE. Com esse documento, Vente poderá trabalhar “normalmente” enquanto aguarda a conclusão do processo de solicitação de permissão de trabalho. Tjaronn Chery (NEC) e Etienne Vaessen (FC Groningen) já possuem esse visto da UE.
“Dylan não tem parceira europeia nem filhos”, afirma o diretor do Heerenveen, Ferry de Haan, que reconhece que isso faz com que o processo demore mais tempo. “É uma situação desagradável. Principalmente para o Dylan. Ao mesmo tempo, nós, como grupo, precisamos superar isso e nos concentrar na partida contra o Heracles”, conclui Veldman.

