Não são poucos os casos de jogadores que defenderam os rivais Barcelona e Real Madrid. No entanto, não são comuns os casos de atletas que deixam um clube para reforçar o outro. Um exemplo é Luis Enrique, atual técnico dos Blaugranas, que deixou os Blancos para reforçar o Barça nos tempos de jogador. O exemplo mais lembrado, porém, é o de Luís Figo.
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Depois de defender o Barcelona por cinco anos, o português trocou os Blaugranas pelo Real Madrid em 2000, em uma transferência de 60 milhões de euros - na época, a mais cara da história do futebol. Campeão da Supercopa da Uefa, da Copa dos Campeões da Uefa, da Supercopa da Espanha, duas vezes de La Liga e outras duas da Copa del Rey com o Barça, o craque passou a ser odiado na Catalunha e amado em Madri, onde conquistou uma Champions League, uma Supercopa da Uefa, um Mundial de Clubes, duas Supercopas da Espanha e duas vezes La Liga.



Até hoje, a transferência é polêmica e assunto no mundo do futebol. Afinal, Figo trocou, imediatamente, um rival por outro, apimentando ainda mais um dos maiores dérbis do planeta. Acusado de mercenário, o português deu sua versão do acontecimento em entrevista ao jornal As.
"Você nunca me escutará falar mal do Barça, independentemente do meu final no clube. Foi uma etapa fantástica que me ajudou a crescer como jogador. Desfrutei muito dos meus cinco anos. Não renego meu passado. Me permitiu ser o que eu fui como profissional. Só tenho coisas boas para falar", afirmou.


(Fotos: Getty Images)"Quando conversei com (Josep Lluís) Núñez (presidente do Barcelona na época) - sobre sua renovação de contrato -, creio que ele pensou que eu estivesse usando os clubes para melhorar minhas condições econômicas", explicou.
"Foi um passo importante ir para o Real Madrid. Eu sabia que estava indo com o objetivo de ganhar mais prestígio e títulos, ser mais reconhecido, e em melhores condições econômicas. Era para ser reconhecido, porque, afinal de contas, tudo começou por causa da raiva de quando não reconhecem o que você faz. Sempre dei meu melhor em cada clube, e quando você sente que está fazendo algo e não te reconhecem ou te escutam, você fica com vontade de falar: filho da p***", completou o jogador, antes de afirmar que também é preciso ouvir a versão de Núñez.

