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Real Madrid v Grêmio

Exclusivo! "CR7 é o melhor do mundo", reconhece Luan

12:30 BRST 16/12/2017
GFX PS Cristiano Ronaldo Luan Real Madrid Gremio
Camisa 7 do Grêmio é a grande ameaça do Real Madrid na final do Mundial de Clubes. Ele fala sobre a carreira e elogia Cristiano Ronaldo

O Grêmio enfrenta o Real Madrid neste sábado na final da Copa do Mundo de Clubes em Abu Dhabi. E sem Arthur à disposição do técnico, muitas esperanças do toque brasileiro serão depositadas em Luan [27 de março de 1993, São Paulo], que é a outra grande estrela do campeão sul-americano. 

"É o jogo da minha vida", reconhece o atacante. O Gremio ficou 22 anos sem ganhar uma Libertadores para ter acesso ao Mundial de Clubes, e enfrentará o Real Madrid, do ídolo Ronaldo Nazario. "Ele e Ronaldinho são os jogadores que sempre gostei", explica. "Temos nossas chances de ganhar do Real Madrid, é claro", diz ele sem hesitação. Embora também com todo o respeito possível.

Foi assim que Renato Gaúcho, o treinador do time brasileiro, também se expressou quando disse que na época ele tinha mais futebol do que Cristiano Ronaldo. A declaração não foi bem recebida no Santiago Bernabéu. 

E o '7' de Gremio, que tem em seu treinador para um dos seus ótimos apoios, resgata a controvérsia com a mesma facilidade do que em verde: "Não vi Renato jogar!", diz entre risos de típico desonesto. 

"Mas você vê Cristiano Ronaldo", respondi. E já abre sem consideração: "Ele é um grande jogador. Não só dentro do campo, mas também fora. É um exemplo. O melhor do mundo. Estou encantado de poder jogar contra ele na final".


(Foto: LucasUebel

Essa admiração é compreensível. Quando Cristiano Ronaldo já havia conquistado uma Bola de Ouro pelo Manchester United, Luan ainda não jogava futebol. Então, e até aos 19 anos, ele se entregou ao futsal. E agora tem apenas 24 anos. Uma rara ave neste esporte. 

"Eu me adaptei rapidamente ao futebol. A melhor coisa do salão é que sempre fazia gols nos jogos. E agora é mais difícil. Mas agora tenho mais espaços para correr e driblar", disse com um sorriso malicioso.

Não é apenas o sorriso, na verdade. Luan parece rouco por si só. Aparentemente frágil fisicamente, com um aspecto limpo, um verbo solto e um bom humor permanente. Aos cinco anos, Luan perdeu seu pai e foi sua mãe que o criou. 

"Foi difícil. Minha mãe era empregada doméstica e teve que trabalhar muitas horas por dia", lembra à Goal. "Minha mãe é tudo para mim. A mensagem que mais me excitou antes da final contra o Real Madrid era dela. Ele sempre me recomendou ser eu mesmo e agir com meu coração", explica.

Sua mãe se chama Marcia, e seu nome está tatuado no braço direito. Entre outras dezenas de tatuagens espalhadas por todo o corpo. "Gosto. Algumas fazem parte da minha vida e da minha família. Eu nem sei o que tenho", reconhece. 

Na panturrilha direita, há algumas crianças jogando futebol e um relógio com um verso da Bíblia; no braço direito, além do nome de sua mãe e de mais versos bíblicos, uma carpa e algumas rosas aparecem; um leão no ombro esquerdo; um pássaro no pescoço; os anéis olímpicos no peitoral direito, para a medalha de ouro em Rio 2016.

Ambas as tatuagens camuflavam no antebraço direito uma cicatriz de uma fratura quando ele era pequeno. É difícil distingui-lo. Nem todos os colegas de Gremio sabem disso, mas Luan quebrou o braço há muitos anos. E sim, não cortou sua carreira no futebol. Para nada. Pelo contrário, serviu para afiar sua inteligência. "Eu tive um jogo muito importante na escola, e o gesso chegou quase ao meu ombro. Eu tive que jogar. Então cortei o elenco quase no pulso, onde a fratura estava. Eu poderia mover meu braço, mas eles não me deixariam brincar com o gesso, então naquele dia coloquei mangas compridas para que eu não fosse visto ", ele lembra com riso. Eles ganharam esse jogo com dois objetivos, por sinal. Um rogue integral, como intuído à primeira vista.

Ironicamente, lembre-se agora, quando ele está prestes a enfrentar o Real Madrid por um título que seria histórico para ambos os lados e muitas das luzes estão sobre ele. Parece que a pressão não o pesa. Nem quando é conhecido observado por muitos dos grandes clubes europeus. "Não tenho pressa de dar um salto à Europa. O momento ideal virá para fazê-lo".