Tite surpreendeu ao anunciar Allan como substituto de Casemiro, suspenso, no meio-campo da seleção brasileira para o duelo desta quinta-feira (27) contra o Paraguai, pelas quartas de final da Copa América. Contrariou as expectativas ao não optar por Fernandinho, que ainda se recupera de uma entorse no tornozelo. Ainda assim, é difícil não olhar para Everton Cebolinha como grande personagem neste pré-jogo. Não faltam motivos para isso, inclusive o excelente histórico do ponta gremista contra paraguaios.
Em seis partidas contra adversários guaranis, Cebolinha tem retrospecto muito favorável: foram três vitórias e apenas uma derrota. Além disso, o jogador de 23 anos, sensação nesta campanha de Copa América e abraçado pelo torcedor brasileiro, estufou as redes paraguaias quatro vezes: em 2018 castigou o Cerro Porteño duas vezes na goleada por 5 a 0 válida pela fase de grupos da Libertadores e, já neste ano, repetiu a dose contra o Libertad em duelo de vida ou morte, vencido por 2 a 0, que evitou uma queda precipitada na fase de grupos.
Em casa e na posição certa
Grêmio/DivulgaçãoCebolinha comemora os gols sobre o Libertad (Foto: Lucas Uebel/Grêmio/Divulgação)
O jogador que desde o final de 2017 começou a se transformar na principal referência técnica do Grêmio terá a oportunidade de jogar no estádio do clube que defende.
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E não é apenas pelo fato de conhecer todos os centímetros da Arena do Grêmio que aumentam o otimismo em relação a mais uma boa exibição de Cebolinha nesta Copa América: nos dois jogos em que marcou gols contra equipes paraguaias, Everton atuou na mesma ponta-esquerda que assumiu de vez a partir da goleada por 5 a 0 sobre o Peru.
Bater Gatito, o desafio que falta
(Foto: Getty Images)
Neste histórico positivo do camisa 19 da seleção de Tite contra os paraguaios, faltam dois desafios a serem vencidos: o mais óbvio é ajudar o Brasil a conquistar uma vitória contra um adversário que, justamente, foi o algoz canarinho nos últimos dois [2011 e 2015] mata-matas de Copa América; o outro é conseguir estufar as redes do goleiro Gatito Fernández.
Everton enfrentou o goleiro paraguaio em quatro ocasiões, metade pelo Brasileirão e a outra metade na Libertadores. Em 2016, ficou no zero a zero entre Figueirense e Grêmio. Os outros três duelos foram já com o arqueiro defendendo o Botafogo: o retrospecto mostra uma vitória para cada lado e outro empate sem gols sem que Cebolinha tenha estufado as redes.
Nesta quinta-feira (27), o ponta-esquerda terá mais uma chance para acabar com este tabu.

