Eliminação histórica do Grêmio passa por expulsão, desfalques e mérito do Athletico

Renato Gaucho Athletico-PR Grêmio Copa do Brasil 04092019
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Ausências de Everton Cebolinha e Maicon foram mais sentidas do que o esperado, expulsão de Kannemann não ajuda e Tricolor cai na Copa do Brasil

“Hoje realmente não foi uma noite nossa, foi uma noite do Athletico, e o Athletico mereceu a classificação”, disse Renato Gaúcho após a eliminação do Grêmio na semifinal da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (04), após derrota nos pênaltis.

O resultado surpreendeu por causa da vantagem construída pelos gaúchos no jogo de ida, quando venceram por 2 a 0, placar que o Athletico devolveu dentro de sua casa graças aos gols marcados por Nikão e Marco Ruben. Em sua história, o Grêmio jamais havia sido eliminado da Copa do Brasil depois de tamanha vantagem na ida.

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No caminho que marcou a eliminação, além da excelente exibição dos paranaenses, o Grêmio sentiu quatro fatores em especial:  a substituição de Leonardo na lateral-direita (lesionado no momento do primeiro gol sofrido e substituído por Galhardo), a expulsão do zagueiro Kannemann, já no segundo tempo, dificultando ainda mais as chances do Tricolor e, especialmente, os desfalques de Everton Cebolinha e Maicon.

As ausências tanto de Everton quanto de Maicon foram muito citadas por Renato Portaluppi em sua entrevista coletiva. E com razão: se por um lado o Cebolinha, suspenso pelo acúmulo de cartões amarelo, é o jogador que mais desequilibra pelos gremistas, Maicon, que sem estar nas melhores condições ficou no banco, é um dos principais para manter a força e posse de bola no meio-campo.

E foi justamente sem contar com o seu experiente meio-campista, que o Grêmio de Renato teve seu pior número de posse de bola [30%] e passes trocados [221] em toda a temporada 2019. Substituto de Maicon, Rômulo pecou defensivamente e na hora de fazer a distribuição, o que também ajuda a explicar um pouco da exibição ruim do excelente Matheus Henrique ao seu lado, no 4-2-3-1 armado pelo técnico. Sobre a ausência de Cebolinha, o destino não foi bondoso com Pepê: o primeiro gol do Athletico nasceu de um passe errado seu e foi justamente o ponta-esquerda o único a ter errado a sua batida na disputa de pênaltis.

"O Grêmio sentiu muita falta do Maicon e do Everton hoje. São dois jogadores fundamentais no estilo de jogo. O Everton recebeu um cartão amarelo infantil na Arena, e o Maicon sentiu a panturrilha contra o Palmeiras. Hoje ainda perdemos o Leonardo logo depois que o adversário fez o gol. Infelizmente, ainda tivemos a expulsão do Kannemann e precisamos nos defender. Se com 11 já não estávamos conseguindo jogar, imagina se quiséssemos sair com 10. Levamos para os pênaltis, mas infelizmente o Pepê errou e fomos eliminados", disse o treinador.

O lamento de Renato em relação aos seus principais desfalques não foi à toa. Ajuda a explicar a parcela de culpa atribuída ao Grêmio pela eliminação, mesmo com a vitória por 2 a 0 obtida na ida. A outra parcela obviamente foi a competência do Athletico, reconhecida pelo treinador gremista. Mas apesar do insucesso, Renato abraçou o seu grupo de jogadores, fazendo questão de evitar ao máximo a óbvia queda de moral antes da semifinal da Libertadores contra o Flamengo.

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