Diferente de Raúl e Di Stéfano, Cristiano Ronaldo deixou o Real Madrid como Sinatra

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O craque português trocou a capital espanhola por Turim, mas pavimentou a parceria da sua forma e trilhou o seu caminho

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Di Stéfano foi a personificação do período que transformou o Real Madrid no clube que nós conhecemos, uma instituição poderosa e que sempre está em busca de todos os títulos e os melhores jogadores.

O argentino deixou o clube merengue em 1964, sua 11ª temporada, como artilheiro maior (308 gols) e cinco títulos máximos da Europa na bagagem – todos os que o clube havia levantado até então. É o atleta mais importante na história do Real Madrid.

Décadas depois, Raúl Gonzalez virou símbolo maior do madridismo em sua época ao ajudar o clube a reencontrar a glória europeia, obsessão máxima e enraizada no DNA blanco, com muitos gols... mas acima de tudo, através da luta e confiança que sempre foram mais evidentes do que a sua habilidade.

Em 2010, após 16 temporadas, deixou o Santiago Bernabéu e a camisa 7 para Cristiano Ronaldo. O português, que chegava como antídoto na tentativa de diminuir o poderio do Barcelona de Guardiola e Messi, demorou menos do que os seus antecessores para se colocar como maior goleador na história do Real Madrid.

GFX Cristiano Ronaldo 10 07 2018

Oficializado como reforço da Juventus, que pagou € 105 milhões pelo craque, CR7 demorou sete anos para se colocar como goleador máximo na história do clube mais estelar do mundo. E após nove temporadas estabeleceu o incrível número de 450 bolas nas redes com a camisa merengue.

Melhor ainda: protagonizou a maior hegemonia de um clube na Champions League do futebol moderno: foram quatro títulos em seus últimos cinco anos, três deles consecutivos. Com o português em campo, o Real Madrid estabeleceu um poderio comparável ao visto na década de 50.


RECORDES (ALGUNS!) DE CR7 NO REAL MADRID

• 450 gols pelo Real Madrid

• Primeiro jogador a fazer 100 gols por um único clube na Champions League (105 no total)

• Decisivo! A maioria de seus gols (152) pelo Real Madrid foram marcados entre os minutos 76 e 90


Cristiano foi o primeiro jogador na Champions League a ter atingido 100 gols por um mesmo clube (foram 105 pelos merengues). E no geral teve uma média incrível de 1.03 gols/jogo, a confirmação matemática de que decidiria a cada partida.

GFX Di Stefano Raul

Acima de tudo, na comparação a Raúl e Di Stéfano foi o único a ter deixado o clube sob os seus termos. O argentino saiu brigado com a diretoria e foi para o Espanyol, enquanto o espanhol viu seu protagonismo perdido com a chegada de Cristiano e rumou para o Schalke. Ronaldo escolheu sair, e seguirá defendendo um gigante europeu.

Cristiano Ronaldo Juventus GFX

Assim como Frank Sinatra canta em “My Way”, Cristiano deve ter alguns arrependimentos de sua época no Bernabéu: mas são poucos demais para serem mencionados. Ele fez o que precisava ser feito, fez de tudo (gols com as duas pernas, e desde 2009-10 ninguém cabeceou mais do que as 52 bolas nas redes do que ele) e planejou minuciosamente sua jornada.

Ele encarou tudo, e ficou de pé. E fez do seu caminho no Real Madrid uma história inesquecível pelos títulos e as impressionantes marcas por ele estabelecidas. Agora, o desafio é continuar descobrindo a melhor versão de si dentro de uma Juventus que deseja levar para o continente o domínio doméstico.

Contrataram o homem certo para a missão.

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