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Cabo Verde v Saudi Arabia: Group H - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport
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Crises que não param: grande tempestade atinge a seleção da Arábia Saudita antes da Copa do Golfo

A seleção da Arábia Saudita não começou sua preparação para a Copa do Golfo, o "Golfo 27", do zero, mas entra no torneio em meio a uma série de questões que precisam de soluções rápidas por parte de Georgios Donis, depois que o período recente revelou problemas técnicos que não podem ser ignorados, antes que o corte de Musab Al-Juwayr por razões disciplinares viesse a acrescentar uma nova crise às contas do treinador.

Donis se prepara para comandar a Arábia Saudita em um torneio disputado em casa, em meio a grandes mudanças na lista em comparação com a equipe que participou da Copa do Mundo de 2026, o que torna a missão ainda mais complexa, especialmente porque a Arábia Saudita joga em um grupo que inclui Kuwait, Omã e Iraque.

E enquanto o treinador busca a combinação ideal, destacam-se 3 crises principais que podem se impor à seleção desde a primeira partida, começando pela linha defensiva, passando pelo meio-campo, até chegar ao problema ofensivo que apareceu durante a última participação no Mundial.

Crise na defesa: os mesmos erros não desapareceram

A linha defensiva representa uma das questões que mais precisam de uma intervenção rápida por parte de Donis, especialmente porque a seleção sofreu, durante a última Copa do Mundo, com problemas evidentes na organização defensiva, com espaços surgindo diante dos adversários, além de dificuldades no trato com as bolas cruzadas e na movimentação dentro da área.

O problema não estava ligado apenas às capacidades dos zagueiros, mas sim à forma como a linha inteira se movimenta, às distâncias entre seus componentes e à maneira de lidar com as transições quando a seleção perde a bola. E esses detalhes se tornam ainda mais perigosos diante de seleções do Golfo que sabem explorar os espaços e o jogo direto.

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E com as mudanças que Donis fez na lista, o treinador passou a ser exigido a construir um sistema defensivo mais coeso, em vez de depender de soluções individuais, porque qualquer falha no posicionamento pode devolver à Arábia Saudita os mesmos problemas que apareceram em sua última aparição mundial.

Al-Juwayr sai: quem faz a ligação do meio-campo?

A segunda crise surgiu de forma repentina com o corte de Musab Al-Juwayr da concentração por razões disciplinares, seguido da convocação de Mukhtar Ali em seu lugar. E, embora a decisão tenha sido resolvida do ponto de vista administrativo, seu impacto técnico exige contas diferentes, porque os dois jogadores não desempenham o mesmo papel.

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Al-Juwayr dava à seleção algo importante no meio-campo, que era a capacidade de controlar o ritmo, recuar para receber a bola e depois avançar como um meio-campista mais adiantado ou se transformar em armador, um papel difícil de compensar com um único jogador dentro da lista.

Já Mukhtar Ali possui características diferentes, o que significa que Donis não poderá simplesmente colocá-lo no lugar de Al-Juwayr e esperar as mesmas funções, mas sim terá de distribuir a tarefa de ligação e de criação de jogo entre mais de um jogador, para que a seleção não perca a capacidade de transição organizada do meio para o ataque.

O dilema ofensivo: quem cria o perigo?

Já o terceiro problema está no terço ofensivo, uma crise que já havia aparecido com a seleção durante a Copa do Mundo, quando a Arábia Saudita sofreu com a dificuldade de criar perigo de forma contínua e de chegar à meta dos adversários de maneira suficiente, especialmente quando não encontra os espaços que lhe permitem apostar nas transições.

A seleção precisa de soluções mais variadas no último terço, porque depender de tentativas individuais ou esperar pelos espaços atrás da defesa do adversário não será suficiente diante de seleções que podem recorrer ao aglomeramento e à defesa baixa.

E aqui se multiplica a importância da ausência de Al-Juwayr, porque o problema ofensivo nem sempre começa pelos atacantes, mas sim pela qualidade da bola que chega até eles e pela capacidade do meio-campo de mudar a velocidade do jogo, passar a bola entre as linhas e criar o espaço adequado.

E, no fim, Donis se vê diante de uma missão que vai além de escolher a escalação titular; ele precisa reorganizar uma defesa que sofreu com os espaços, compensar a função de Al-Juwayr no controle do ritmo e encontrar soluções ofensivas mais eficazes. E se conseguir resolver essas questões rapidamente, a Arábia Saudita poderá entrar no "Golfo 27" de uma forma diferente; mas, se os problemas permanecerem os mesmos, o torneio poderá se transformar em um teste precoce e difícil para o treinador grego.

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