“Boca... e outra vez Boca... e até quando, Boca!”
Tal declaração do jornalista Mariano Closs, logo após a vitória em Porto Alegre contra o Grêmio, em 2007, ficou na memória de cada torcedor pois descreveu perfeitamente o sentimento coletivo.
Quem poderia superar o clube que havia disputado cinco finais da Copa Libertadores em oito anos? Ninguém. Mais de uma década depois, e o time argentino volta a confirmar que segue sendo o dominador da América no século XXI.

Esta será a 11ª decisão que o clube de La Ribera disputa em sua história, um marco recorde. Destas onze, sete foram a partir de 2000 até hoje, nas 14 edições de Copa Libertadores que disputou. Pode-se até dizer que os Xeneizes conquistaram um título na metade das vezes em que jogou uma final. E em outras duas ocasiões, chegou às semifinais, estando entre os quatro melhores do continente.
Para contextualizar: os únicos times que jogaram mais de uma final no mesmo período de tempo foram: São Paulo, Internacional, Santos, Grêmio, Olimpia e River, com duas cada um.
O time Millonario é o único que repetiu uma final nesta década (2010 - atual). Nem o Real Madrid, o maior time europeu da atualidade, conseguiu chegar em tantas finais de Champions League nestes 19 anos. Foram apenas seis. E o Barcelona, outro gigante do futebol mundial, apenas quatro.
É verdade que as últimas derrotas do Boca fizeram enfraquecer o domínio, que houve o famigerado gás de pimenta, que a era Gallardo joga o rival nas alturas. Os números são indiscutíveis, e a proeza do Boca é histórica. Um time que, em 180 minutos, pode acrescentar mais um capítulo na sua história de títulos pelo continente.





