A CBF recusou o pedido feito pelo Flamengo para alterar a data do jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil contra o Corinthians.
O Rubro-Negro entrou com a requisição nesta quinta-feira (30), com o entendimento de que as eliminações de ambos os times na Libertadores possibilitaria uma nova data para o encontro.
Se a entidade aceitasse mudar a data, Flamengo e Corinthians poderiam contar com jogadores que foram convocados paras defenderem suas respectivas seleções e, desta forma, não estariam aptos para o confronto marcado para o próximo dia 12 de setembro.
Lucas Paquetá (Flamengo) e Fagner (Corinthians) foram chamados para defenderem a Seleção Brasileira nos amistosos contra EUA e El Salvador. O Rubro-Negro também não terá Cuéllar (Colômbia) e Trauco (Peru) nos confrontos.
Em sua resposta, a CBF afirmou que não pretende mudar as datas estipuladas no calendário divulgado no início deste ano.
"A CBF não considerará qualquer pedido de alteração de datas da Copa do Brasil por entender que o calendário do futebol brasileiro, publicado ainda em setembro de 2017, deve ser cumprido a despeito de resultados ocasionais ocorridos em outras competições, cujas datas já integram e são respeitadas pela agenda nacional. A CBF parte do princípio de que o calendário elaborado de forma técnica e precisa deve ser fielmente cumprido em observância aos interesses dos clubes brasileiros, da igualdade competitiva e do torcedor, que se organiza previamente para acompanhar seu time do coração", diz o comunicado.
Pouco depois, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, esbravejou contra a CBF: "Estamos decepcionados e revoltados", disse em entrevista à Radio Globo. "O Flamengo fez o pedido, e de maneira autoritéria, descabida, mandaram dizer que era não porque não. Não tem nenhuma justificativa plausível".
Bandeira também não poupou críticas ao calendário da CBF: "O calendário sempre esteve errado, na origem. Mas os prejuízos deveriam ser minimizados. Numa semifinal como essa não tem como vc prejudicar um clube e menos os outros (...) A gente sabe que o calendario e uma porcaria, uma bagunça".




