Após imbróglio envolvendo os valores da negociação, o lateral-direito Éder Militão foi vendido ao Porto, de Portugal, por 7 milhões de euros (cerca de R$ 30,6 milhões), dos quais o São Paulo terá direito a 4 milhões (em torno de R$ 17,7 milhões), além de 10% de uma futura transação.
Apesar de ter se mostrado importante para o elenco tricolor, Militão, que também joga como zagueiro e volante, não é insubstituível e, além disso, possui reposição dentro do próprio grupo de jogadores.
O estilo de jogo incisivo no ataque e seguro na defesa foram marcantes durante os 65 jogos em que esteve em campo até o momento. Mesmo com estatura relativamente alta para a posição (1,86m), Militão consegue se deslocar com facilidade e rapidez pelo gramado.
Com a saída do camisa 13, o São Paulo não se preocupa tanto - a princípio - com um possível substituto. A chegada de Bruno Peres há poucos dias, foi uma movimentação positiva no mercado, já que ele é um jogador experiente e com características semelhantes. A desconfiança inicial por ele ter vindo de uma passagem instável na Roma não é motivo de preocupação, levando em conta as atuações regulares e eficientes no Torino, ambos da Itália.

Para a reserva, Felipe Araruna, que foi revelado das categorias de base como volante, mas também atua na posição, compõe o setor. Régis é outra opção, já que teve o contrato reativado após afastamento por motivos não revelados. Ele ainda não foi totalmente reintegrado ao elenco, porém realiza atividades físicas e conta com a confiança de Diego Aguirre.
A sensação estranha de não contar com Militão será comum nos primeiros jogos, mas a confiança e ritmo de jogo que o futuro titular terá são fundamentais para que o time não perca o ritmo e se mantenha como candidato ao título do Campeonato Brasileiro. Além disso, o São Paulo garantiu sua presença por mais quatro jogos, tempo ideal para que Peres esteja próximo da estreia após período de treinos.




