Casamento entre Sampaoli e Vanderlei tinha tudo para dar errado. E parece que vai dar mesmo

Comentários()
Ivan Storti/Santos FC/Divulgação
Depois de quatro anos no Santos, camisa 1 se vê relegado ao banco de reservas e a iminência de sair pela porta dos fundos

A chegada de Jorge Sampaoli ao Santos causou surpresa e certa curiosidade para quem acompanha o futebol brasileiro. Dentro e fora dos gramados, o argentino chama a atenção pelo estilo de pensar o futebol e como coloca em prática a teoria vivida ao longo dos anos. Mas parece que tudo isso teve um preço a ser pago por um dos símbolos da história recente do clube.

Logo em suas primeiras declarações como treinador da equipe, Sampaoli confirmou que precisava de um goleiro que soubesse jogar com os pés para que a equipe tivesse mais fluidez nas transições de jogadas. Isso foi encarado por Vanderlei, então dono incontestável da posição, como uma indireta e ameaça ao posto de titular.

Quer ver jogos ao vivo ou quando quiser? Acesse o DAZN e teste o serviço por um mês grátis!

O argentino tentou colocar panos quentes na situação, ao dizer que o recurso era dispensável e que considerava o camisa 1 capaz de contribuir com o quesito exigido. Apesar disso, não foi o que se viu na prática, uma vez que a desenvoltura do titular da meta alvinegra não inspirava segurança quando estava com a bola dominada.

A chegada de Éverson deixou o clima mais tenso, já que o ex-Ceará tem, além da qualidade reconhecida debaixo das traves, a facilidade em trabalhar com a bola dominada, atuando quase como líbero. A princípio, o camisa 22 foi confirmado como reserva, mas não havia nenhum impedimento para que ele assumisse a titularidade.

Sampaoli então determinou que o primeiro seria titular nas partidas do Campeonato Brasileiro, enquanto o segundo entraria nas outras competições. A falta de sequência de jogos para Éverson foi visível na eliminação contra o Atlético-MG, principalmente na falha que gerou um dos gols de Yimmi Chará. Mesmo assim, o ex-jogador da equipe de Fortaleza foi bancado como titular nos últimos quatro compromissos e, ao que tudo indica, deve estar entre os onze iniciais pelo resto do ano.

O fato é que, desde o começo, a união entre o treinador e o goleiro não indicava uma relação sadia, muito pelo contrário. O alto salário (R$ 300 mil por mês), a idade (35 anos) e a insatisfação com a reserva podem ser indicativos de que, após quatro anos, 258 jogos e a idolatria da torcida santista, Vanderlei siga seu caminho longe da Vila Belmiro.

Fechar