Carlos Sánchez exclusivo: Sampaoli, Rodrygo e "plus" na Copa América

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Meio-campista uruguaio conversou com a Goal e falou sobre seleção, Mundial de 2030 e mudanças no Peixe

A vida não anda tranquila na Vila Belmiro nos últimos anos. Sem levantar uma taça desde o Campeonato Paulista de 2016, o Santos viu mudanças frequentes de treinadores, situação política conturbada e vem de um Brasileirão em que flertou mais com a zona da degola do que com a classificação à Copa Libertadores. Entretanto, este não é um cenário que assuste Carlos Sánchez.

O uruguaio chegou para dar corpo ao fragilizado meio-campo alvinegro e acabou no centro da polêmica eliminação nas oitavas da Copa Libertadores de 2018 após escalação irregular. Com o problema no passado, o atleta ganhou seu espaço sob o comando de Cuca e manteve o prestígio depois da chegada de Jorge Sampaoli.

"É um treinador diferente. O trabalho dele também é diferente. Sempre tenta alcançar a vitória, mas sem deixar de lado sua ideia sobre o jogo", explicou Sánchez em entrevista exclusiva à Goal.

O Santos iniciou a era Sampaoli sob elogios, mas a queda precoce na Copa Sul-Americana mudou o cenário. Mesmo assim, a perspectiva é de um Brasileiro superior ao realizado na última temporada.

"Sabemos que temos que dar o melhor em campo para a equipe. Creio que não sei se estamos preparados, mas estamos convencidos de que podemos fazer grandes coisas", avisou o atleta.

Carlos Sánchez(Foto: Getty Images)

Confira a seguir a entrevista com Carlos Sánchez:

TRABALHO COM SAMPAOLI

"É um treinador diferente. O trabalho dele também é diferente. Sempre busca o melhor da equipe e tenta ser competitivo. Sempre tenta alcançar a vitória, mas sem deixar de lado sua ideia sobre o jogo. É alguém bem experiente, que já ganhou muito, e nos traz coisas para melhorar."

"Meu estilo combina com o dele, é algo próximo com o que fazia em outras equipes. A questão da agressividade, da pressão. Isso mudou aqui e serve bem a todo mundo. Cada jogador tem características diferentes, mas sabemos que podemos jogar bem em equipe assim."

Carlos Sánchez

GRINGOS NO SANTOS

"É algo diferente, porque somos muitos. É bom, porque ajuda bastante na comunicação. Sempre tentamos complementar um ao outro. Temos o mesmo idioma, nossas impressões e compartilhamos entre nós."

SANTOS E OS DESAFIOS DA TEMPORADA

"Sempre nos preparamos durante as semanas para fazer grandes jogos. Clássico ou não, a ideia é sempre a mesma. Tentamos sempre mostrar o melhor em cada equipe com o trabalho que fizemos durante a semana. No fim de semana sempre tentamos jogar bem e ganhar."

"Não sei se preparado, mas com muita convicção de fazer grandes coisas. Sabemos que temos que dar o melhor em campo para a equipe. Creio que não sei se estamos preparados, mas estamos convencidos de que podemos fazer grandes coisas."

Carlos Sánchez

RODRYGO

"O Rodrygo é um grande jogador, tem grandes qualidades. Tento sempre aproveitar antes que saia, porque temos muito pouco tempo antes que vá para a Europa. Como o Rodrygo há outros que tentam mostrar sua qualidade. Como um jogador experiente, posso aproveitar o fato de estar com ele, mas também ajudá-lo antes que vá. Tem uma qualidade muito grande."

URUGUAI E A COPA AMÉRICA

"Não pude fazer parte daquela Copa América em 2011 (conquistada pelo Uruguai), mas fiz parte de outros elencos. A seleção é um prêmio pelo que faz no clube. A ideia é sempre ser protagonista. O Uruguai ganhou muito prestígio por ter tantas Copas Américas e sempre estar nas Copas do Mundo. É questão de aproveitar o momento com cada companheiro."

"A verdade é que em termos de resultado não anda sendo bom, são resultados negativos, mas na Copa América tem esse 'plus'. Podemos focar primeiro na fase de grupos, depois o Uruguai sabe jogar, tem muita experiência. Creio que saberemos jogar bem e sermos protagonistas."

"É uma seleção que sempre tem jogadores jovens, que vão aos poucos ganhando experiência na principal com o professor Tabárez. Os mais jovens fazem um bom trabalho nas seleções de base e assim conseguem buscar seu lugar na principal."

Cueva e Sánchez disputam bolaRivais de seleções, Cueva e Sánchez são colegas no Santos (Foto: Getty Images)

COPA 2030 NO URUGUAI

Seria meio louco (risos). Seria para meu país o máximo participar de uma organização tão grande como a Copa do Mundo, ainda que compartilhada. Sendo dois ou três jogos no Uruguai, vai ser uma festa muito grande como é nos países que recebem a Copa. No Uruguai seria até em dobro. Temos essa possibilidade e seria histórico para meu país. Seria um orgulho grande.

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