Caio Henrique relembrou, em entrevista à Ajax TV, sua infância no Brasil. O lateral-esquerdo de 29 anos fala, entre outras coisas, sobre o papel crucial de seu avô, que assumiu a figura paterna depois que seu pai morreu em um acidente de moto.
"Quando eu tinha cinco anos, meu avô me matriculou em uma escolinha de futebol na minha cidade", começa a contratação de verão do Ajax. "Ele disse que estava claro que eu tinha muita qualidade desde muito novo. Continuei me desenvolvendo e acabei indo para o Santos."
"Meu avô sempre me levava para lá. Ele me levava aos treinos, aos jogos. Comprava minhas chuteiras, minha camisa. Era sempre ele."
"Meu pai morreu quando eu tinha cinco anos em consequência de um acidente de moto", prossegue Henrique. "Então meu avô assumiu dele o papel de figura paterna."
"Ele sempre foi uma pessoa importante para mim. Ele me ensinou a sempre treinar duro, a lutar pelos meus objetivos. Sempre dizia que, se o meu sonho era me tornar jogador profissional, eu precisava treinar mais do que os outros jogadores."
"Acho que ele é a pessoa mais importante que me ajudou nesse processo. Meu avô mora no Brasil, ele não gosta muito de avião. Isso é muito difícil para ele. Por exemplo, ele nunca esteve em Mônaco", conta Henrique, que esteve sob contrato com o AS Monaco entre os verões de 2020 e 2026.
É possível que seu avô embarque em breve para a Holanda. "Falei com ele este ano e ele disse que viria, porque gosta do Ajax. Antes de eu assinar com o Ajax, ele disse: 'O Ajax teve times maravilhosos nos anos 60, 70 e 80!'"
"Ele disse que conhecia muitos jogadores e sei lá o quê. 'Se você assinar com o Ajax, vou a Amsterdã este ano para assistir!', ele disse, então agora eu tenho que mandar uma passagem para ele, para que possa vir assistir a uma partida. Sem ele, eu não estaria onde estou agora", conclui o jogador com cinco convocações para a seleção.



