Barcelona e Philippe Coutinho caminham por trajetos diferentes e não se encontram

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A derrota de virada contra o Leganés ilustra um Barça sem clara referência e um Coutinho que se vê com grande responsabilidade no elenco


EDITORIAL


No começo da temporda, Andrés Iniesta, lendário meia que vestiu a camisa do Barcelona por mais de uma década antes de decidir testar sua sorte em solo japonês era tido como referência para comparação com Philippe Courinho. Com o passar do tempo, percebeu-se que o brasileiro tem características que o colocam em um patamar diferente do que representou Iniesta na equipe do Camp Nou. A ofensividade, participação no jogo e os gols se tornaram marcas que o torna único. No entanto os caminhos do time e do jogador se procuram, mas não conseguem se encontrar.

Quando tem espaço o camisa 7 é quase fatal. Não à toa ele marcou cinco dos 12 gols em sua trajetória com os catalães, número semelhante ao de Lionel Messi. Na temporada passada, contando as atuações que fez ainda como atleta do Liverpool, os nove tentos feitos desse modo também se igualam ao que Messi fez. Apesar disso nem sempre o resultado é positivo, haja vista o jogo no Estádio Municipal de Butarque.

Philippe Coutinho Leganes Barcelona LaLiga 26092018
Com duas finalizações em 94 minutos, Coutinho foi o jogador que mais chutou a gol contra o Leganés (Foto: Getty Images)

No primeiro tempo do confronto diante do Leganés foram seis chutes a gol, todos de fora da área. O time da casa se fechou na defesa e por conta da estratégia, forçou os catalães a trabalhar as jogadas pelos lados do campo e de longe. O estilo diferente deu resultado com o gol marcado de voleio surpreendendo o goleiro Iván Cuéllar. Depois disso, a equipe pressionou pouco, desperdiçou chances e fez com que a virada se tornasse inevitável, o que de fato aconteceu graças a Nabil El-Zhar e Óscar Rodríguez.

Depois de buscar duas bolas na rede a equipe tentou reagir mas não conseguiu êxito. O nervosismo se tornou aparente e foi determinante para o resultado. Sem Iniesta, a agremiação busca um equilíbrio inexistente. O brasileiro era um dos poucos que tentavam algo diferente para reverter a situação. Com pouca ajuda, porém, não houve quem pudesse colocar um Barcelona perdido no subúrbio de Madri no caminho certo.

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