A Copa Libertadores de 2017 contou com algumas mudanças em relação às suas edições anteriores, sendo a principal delas o novo formato do calendário. Em 2016, o certame foi disputado entre os dias 2 de fevereiro e 27 de julho; desta vez, a disputa se iniciou em janeiro e encontra o seu término em novembro.
No total, de 27 semanas agora são 42. A inspiração foi o formato usado na Champions League da Europa. Segundo Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, tal mudança teve como intenção: “melhorar o desempenho desportivo nos torneios nacionais, proteger os jogadores e potencializar a qualidade de jogo nas copas continentais”.
Funcionou bem? Com certeza os jogadores tiveram um tempo maior de descanso – em 2016 a fase final foi resolvida em três, e agora aconteceu em quase cinco. Mas isso não impediu que as equipes dessem total prioridade à disputa continental em detrimento aos certames domésticos.
Outra particularidade foi a disputa de jogos em meio a alguns recessos de inverno em alguns países, e pré-temporada em outros. Também é impossível não citar o impacto do mercado de transferências do meio de ano, que aumenta o risco de jogadores que atual na América do Sul serem vendidos principalmente para o futebol europeu – o River Plate, por exemplo, perdeu Alario e Driussi; o Grêmio teve que negociar Pedro Rocha.
O lado inquestionavelmente positivo está no ritmo de jogo visando o Mundial de Clubes. Mas isso só ficará mais claro no mês de dezembro, nos Emirados Árabes Unidos.





