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Bruno Zuculini River Plate 2018Getty Images

Argumento e ‘reforço da lei’: Santos aciona as suas defesas no ‘Caso Sánchez’

O Santos está disposto a usar todas as armas possíveis para se provar inocente no ‘Caso Sánchez’. O meio-campista uruguaio entrou em campo no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Independiente, mas na realidade não estava apto para disputar o embate – que terminou sem gols.

Isso porque, em 2015, o jogador foi expulso em duelo válido pela Copa Sul-Americana quando ainda defendia o River Plate. Recebeu suspensão de três jogos, que depois foi diminuída para apenas um. Entretanto, como deixou a equipe de Buenos Aires para atuar no futebol mexicano, jamais havia cumprido a pena. Esta é a razão pela qual Carlos Sánchez não deveria ter entrado em campo na última terça-feira (21).

Caso seja punido pela Conmebol, o Santos veria a entidade sul-americana dar vitória por 3 a 0 para os vermelhos de Avellaneda, o que complicaria demais a caminhada rumo às quartas de final.

E para evitar esta sanção, a equipe da Vila Belmiro anunciou um reforço de peso: o advogado Mário Bittencourt, que ganhou notoriedade ao defender o Fluminense em 2013 no ‘Caso Héverton’ – que terminou com rebaixamento da Portuguesa e retorno do Tricolor à elite, após decisão dos tribunais. O jurista inclusive já enviou ofício para a Conmebol pedindo a absolvição santista.

Carlos Sánchez Santos Ceará Brasileirão | 14082018Buda Mendes/Getty Images(Foto: Buda Mendes/Getty Images)

O Santos também tem uma decisão recente da Conmebol para usar em seu favor: a absolvição do River Plate após uma situação basicamente igual. A equipe do Monumental de Nuñez escalou o meia Bruno Zuculuni em jogos válidos pela Libertadores, mas o jogador também estava irregular por causa de um cartão vermelho recebido em 2013, antes de sua ida para a Europa. Após o seu retorno à Argentina, foi escalado normalmente em duelos continentais já que a Conmebol não apontava irregularidades.

A Conmebol não puniu o River, mas apenas porque nenhum adversário apresentou queixa 24h após os jogos. Mesmo assim, o Santos pede isonomia nos casos: “O Santos deixa claro que segue com o entendimento de que o atleta Carlos Sánchez jamais atuou de forma irregular, justamente porque todo o sistema de controle da Conmebol atestava que o atleta tinha condições de jogo”, diz parte da defesa santista, que segue.

Bruno Zuculini River Plate 2018Getty ImagesBruno Zuculini, em ação pelo River Plate (Foto: Getty Images)

"Entretanto caso a entidade entenda que houve realmente a falha no sistema de controle, como no caso do River Plate, que aplique ao atleta do Santos a mesma penalidade que foi aplicada ao atleta Bruno Zuculini do River Plate, , qual seja, o cumprimento da pena restante ainda nesta competição. A isonomia e aplicação do mesmo principio surtirá efeito desportivo mais efetivo no caso do Santos FC do que o caso do River Plate".

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