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A "Teoria Coutinho": como vender seu melhor jogador e chegar à final da Champions

10:15 BRT 29/05/2019
Philippe Coutinho graphic
Saída do brasileiro parecia que enfraqueceria o Liverpool, mas aconteceu exatamente o oposto

Pode ser que Jürgen Klopp não conheça a Teoria de Ewing, mas ainda assim a atual forma do Liverpool comprova mais uma vez a validade da hipótese. Essa teoria basicamente versa sobre times que acabam jogando melhor sem sua grande estrela em campo.

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Ela remete ao jogador de basquete Patrick Ewing, que foi um astro do New York Knicks nos anos 1990. Entretanto, observou-se que a equipe jogava melhor e alcançava maior sucesso quando Ewing não estava em quadra, a despeito de estar em 11 seleções do ano da NBA.

Quando Philippe Coutinho foi vendido ao Barcelona, muito se falava que o Liverpool perderia sua força, pois até então tratava-se do melhor jogador do time. Entretanto, o que aconteceu foi exatamente o oposto. Desde a saída do brasileiro, o Barça alcançou as duas finais de Champions League que disputou, e fez sua melhor campanha na história da Premier League - terminando em segundo lugar, mas batendo o recorde de pontos do clube.

Há alguns motivos a se destacar para tal guinada dos Reds. O primeiro é que, conforme o próprio Klopp, o time ficou mais imprevisível, pois com Coutinho, todas as bolas acabavam passando por ele e isso facilitava a marcação adversária. Na atual configuração, existe uma variação maior pois Mané, Salah e Firmino também trabalham com intensa movimentação e troca de espaços.

Além disso, o trio citado acima só ganhou força real após a saída do camisa 10. Tanto Mané, quanto Salah, quanto Firmino já estavam no clube quando Coutinho fazia parte do elenco. Porém, a venda do ex-Vasco fez com que se consolidasse um dos mais letais trios de ataque da atualidade.

(Foto: Getty Images)

Financeiramente o negócio também foi ótimo para o time inglês. O Barcelona pagou cerca de 145 milhões de euros (aproximadamente R$ 640 milhões) e o transformou no terceiro jogador mais caro da história. Com esse dinheiro recebido, o clube investiu na compra de Van Dijk, Alisson, Fabinho e Shaqiri, que trouxe segurança defensiva e profundidade de elenco no meio e no ataque.

Enquanto luta para se firmar no Barcelona, Coutinho vê de longe o sucesso do Liverpool sem poder fazer parte dele.

Essa é mais uma prova de que, no caso do futebol, a chamada Teoria Ewing pode ser substituída por Teoria Coutinho.