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Jose Mourinho Real Madrid 2026 pre-seasonGetty

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A guilhotina de Mourinho atinge a primeira vítima de peso no Real Madrid

José Mourinho voltou a pisar dentro das paredes de Valdebebas, retornando ao banco de reservas do Real Madrid com um único objetivo: devolver o espírito vencedor a uma equipe que ficou longe dos pódios de premiação por duas temporadas consecutivas. 

O retorno do "Special One" não foi tranquilo, e sim carregado de decisões técnicas ousadas e de uma escalação titular ainda em formação, que ameaça deixar grandes nomes fora dos planos do time principal.

E, embora os contornos da escalação final ainda não estejam claros, os primeiros indícios confirmam que a revolução começou. O treinador português iniciou seu segundo mandato sem contar com duas contratações que se esperava serem pilares fundamentais nesta temporada, Marc Cucurella e o marfinense Yan Diomande, o que significa que mudanças radicais certamente ocorrerão na lista de titulares que disputou a partida do último fim de semana.

E o meio-campo lidera o foco da maior polêmica em Madri, onde Mourinho apostou, em sua primeira aparição, em uma dupla formada por Bernardo Silva e Federico Valverde no eixo do duplo pivô, com Jude Bellingham à frente deles na posição de armador, posição que parece praticamente reservada a ele. Enquanto isso, o turco Arda Güler ocupou a posição de ponta-direita, posição que é candidata a ser a primeira vítima da chegada de Diomande.

Qual é o formato final do meio-campo do Real Madrid?

Esse tema espinhoso foi detonado pelo famoso programa "El Larguero", da rádio "Cadena SER", em que o jornalista Raúl Ruiz questionou francamente: "Quando Tchouaméni recuperar sua prontidão, quem Mourinho vai sacrificar? Ele vai descartar Bernardo Silva ou Arda Güler?"

A resposta veio chocante do coração do "conselho de veteranos do Real Madrid", que reúne uma elite de ex-craques, onde o analista Rafa Alkorta afirmou que não vê Valverde adequado para o papel de duplo pivô.

E Alkorta disse: "Não o vejo jogando ali, porque não acredito que ele seja um jogador de pivô, vimos isso em um dos ataques que resultou no gol do Espanyol, isso não significa que Tchouaméni teria evitado o gol, mas Valverde certamente não é um jogador de contenção, muito menos um meio-campista central. O jogador que mais se movimenta e tenta ligar o jogo é Bernardo Silva".

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E Ruiz voltou a questionar sobre o destino do craque uruguaio: "Ainda há lugar para Valverde neste time, seja no meio ou na ponta-direita? Ficaria muito surpreso se Valverde não começasse como titular no Real Madrid".

Mas os cálculos técnicos de Mourinho podem não ser piedosos. Caso o português opte pela dupla Bernardo Silva e Tchouaméni na profundidade, com Diomande fixado no corredor direito, tanto Valverde quanto Güler se verão diante de um risco real de perder o lugar na escalação titular.

E Alkorta explicou que Valverde "ainda não assimilou o estilo de jogo equilibrado", apontando que essa posição exige recuperar a bola, correr e pressionar continuamente, tarefas nas quais Tchouaméni pode ser mais decisivo do que Valverde.

E o analista Kiko Narváez concordou com ele, dizendo: "Essa é a tarefa do treinador, ele tem um elenco e uma personalidade que lhe permitem escolher o momento certo para cada jogador, e concordo com Rafa a respeito de Valverde, ele ainda não assimilou esse estilo de jogo, porque possui muitas opções ofensivas que se movimentam de um lado para o outro, o que faz com que ele perca sua posição".

E, entre a abundância de opções e as complexidades da nova tática, parece que Fede Valverde, um dos jogadores mais comprometidos e combativos das últimas temporadas, pode ser o grande perdedor da segunda revolução de Mourinho, que acaba de começar no Bernabéu.

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