Houve cenas absolutamente emocionantes ao apito final da decisão da Copa da Liga Escocesa, no Hampden Park, quando o St. Mirren e seus torcedores comemoraram a conquista do troféu apenas pela segunda vez na história, após uma impressionante vitória por 3 a 1 sobre o atual campeão Celtic.
O volante australiano Keanu Baccus afirmou que o sucesso inesperado foi “comparável a jogar uma Copa do Mundo”; o ponta Conor McMenamin empolgou-se ao dizer que “entraremos para a história”; enquanto o meio-campista Killian Phillips previu que haveria “algumas cabeças doloridas pela manhã”.
Para o Celtic, porém, foi um domingo de dura realidade, em que todos os problemas vieram à tona. Desde a eliminação na fase de playoffs da Champions League diante do Kairat Almaty, os Bhoys vivem um período conturbado, com a torcida deixando claro que responsabiliza a diretoria pelo fracasso, diante da falta de investimento no elenco de Brendan Rodgers.
Martin O’Neill havia conseguido aliviar parte do pessimismo em Parkhead durante uma passagem marcante como técnico interino, após a saída de Rodgers e uma sequência de maus resultados. No entanto, todo o bom trabalho do irlandês foi rapidamente desfeito: o novo treinador, Wilfried Nancy, perdeu seus três primeiros jogos no comando — contra Hearts, Roma e agora, de forma ainda mais constrangedora, contra o St. Mirren.
“Foi apenas uma semana muito difícil”, disse o zagueiro Liam Scales à BBC Scotland. “A mensagem do treinador é clara: precisamos nos reorganizar e continuar trabalhando. Com o tempo, as coisas vão se acertar. Mas acho que os torcedores merecem um pedido de desculpas pelo desempenho e pelos resultados. Sabemos que isso não é suficiente.”