Essa confissão pública, feita com o novo treinador sentado no mesmo palanque, não passou despercebida pelos jornalistas holandeses, que enxergaram nela um prato cheio para testar a reação de Xavi em seus primeiros minutos oficiais com a seleção da Holanda.
Assim que De Jong terminou de falar, os jornalistas dirigiram sua pergunta direta a Xavi: como ele se sentia sabendo que havia sido a terceira opção, depois de Guardiola e Slot? A pergunta trazia em si uma tentativa de colocar o treinador espanhol em uma situação constrangedora em sua primeira coletiva de imprensa, mas Xavi não perdeu a confiança em si mesmo e respondeu com um largo sorriso e o bom humor pelo qual é conhecido: "Cheguei depois de Guardiola e Slot? O importante é que eu estava no pódio! Não me importa nem um pouco se fui a terceira opção, essa incumbência é uma medalha no meu peito".
A resposta de Xavi carregou uma sagacidade esportiva que não escapou aos presentes: ele optou por se comparar ao portador da "medalha de bronze" na corrida das indicações, e não a quem saiu de mãos vazias ou caiu no esquecimento.
Por sua vez, De Jong fez questão de justificar a escolha de Xavi, ressaltando que o treinador espanhol se vê como uma extensão da filosofia holandesa e acredita no futebol ofensivo baseado na posse de bola, no controle e na iniciativa, o que o tornou o mais indicado para liderar o projeto de reconstrução da seleção após a saída de Ronald Koeman, na sequência da decepcionante eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo diante de Marrocos.
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