Uma verdadeira novela. O verão de Rafael Leao já virou uma saga em capítulos, que pode terminar justamente no apagar das luzes das negociações: das exigências para jogar na Premier League às apenas duas baixas propostas recebidas de Fenerbahce e Galatasaray. O Milan agora se pergunta qual caminho seguir nos últimos oito dias restantes de mercado, até porque, de um lado, o português não foi afastado do elenco como aconteceu com Fofana, Tomori e Nkunku, e, do outro, segue sendo um equívoco tático para Amorim e um jogador a ser negociado pela propriedade americana.

O Aston Villa se aproxima
Até aqui, Gerry Cardinale tem se mostrado intransigente na avaliação de 60 milhões de euros para o camisa 10 do Milan. Agora, porém, as coisas podem mudar: diante de uma proposta de 50 milhões de euros o Milan reabriria a negociação para vender o português. E a Inglaterra também volta a ganhar força: o Aston Villa de fato, a poucos dias do fim da janela de transferências, colocou Leao na mira para reforçar o setor ofensivo, já que Ollie Watkins está de saída para o Al Hilal, depois da proposta por parte de Jorge Mendes, intermediário que cuida da operação para o Milan, que já colocou Joao Gomes e Alejandro Garnacho nos Villains neste verão. Nas últimas horas, os ingleses se aproximaram muito do português, com Mendes trabalhando para fechar a negociação.
NO FIM DA LINHA
O Milan agora espera a oferta certa. O Galatasaray até agora foi o único clube que fez uma proposta por Leão nas últimas semanas. Depois de sete longas temporadas marcadas por um total de 80 gols e 65 assistências em 291 jogos oficiais, enriquecidas pela conquista de um Scudetto e de uma Supercopa da Itália, o clube considera que o ciclo do lusitano em Milão já chegou ao fim. A isso se soma uma clara questão tática: o papel de ponta esquerda de origem se encaixa mal no 3-4-2-1 do novo técnico Rúben Amorim, que em seu esquema exige dois "meias-atacantes" com características de verdadeiros armadores, mais do que pontas ofensivos destinados à linha lateral.
A escolha de Leão
O clube de Birmingham acertou a venda recorde do ponta ofensivo Morgan Rogers ao Chelsea pela impressionante quantia de 137 milhões de euros. Com os cofres cheios, o técnico basco Unai Emery identificou em Rafael Leão um perfil para fazer o setor ofensivo dar o salto de qualidade definitivo. Resta saber se as condições de compra e a fórmula vão satisfazer o Milan e se Leão aceitará a investida do Aston Villa, um clube em constante e nítido crescimento estrutural que, na temporada 2026-2027, vai se exibir no prestigioso palco da Champions League.
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