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Grafica Amorim Milan 2026Calciomercato

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Milan a uma semana da estreia: o que funciona e o que não funciona, entre campo e mercado

Sete dias para a hora X. O Milan de Ruben Amorim, que entra em campo no amistoso de Ferragosto, em Wroclaw, contra o Manchester United, ex-clube do técnico português, disputa o último teste antes da estreia oficial na temporada, marcada para domingo, 23 de agosto, no Estádio Grande Torino contra o Torino da velha conhecida Ignazio Abate. Uma estreia que não pode falhar para evitar os primeiros fantasmas, depois de um verão nada fácil, até porque nas duas últimas temporadas vieram um empate para Fonseca, justamente contra o Torino, e uma derrota para Allegri, em casa, contra a Cremonese.


Vamos ver, portanto, a uma semana do início, o que funciona e o que não funciona entre campo e mercado

  • CAMPO, O QUE FUNCIONA

    O Milan de Amorim é uma equipe completamente diferente em relação ao de Allegri, e isso ficou evidente desde os primeiros compromissos da temporada: a equipe, embora até aqui tenha somado dois empates, contra Celtic e Inter, e uma dura derrota, contra o Chelsea, tenta assumir o jogo, atuando de peito aberto e pressionando alto. Um estilo baseado no 3-4-2-1 do ex-Sporting que deixa entrever uma ideia de futebol bem definida e precisa, com a intenção de dominar a partida e não sofrê-la, como acontecia no ano passado. Certamente os atacantes e os jogadores mais criativos podem se beneficiar dessa condição, assim como o espetáculo das partidas para os torcedores. O que mais tranquiliza é a vontade do técnico e sua clareza de intenções, que ele não deverá abandonar, mesmo em caso de resultados inicialmente negativos.

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  • CAMPO, O QUE NÃO FUNCIONA

    Claramente, essa configuração apresenta um outro lado da moeda cheio de incógnitas: o time precisa novamente mudar, pelo terceiro ano seguido, a própria filosofia, depois de ter passado do futebol propositivo de Fonseca para o conservador de Allegri, migrando mais uma vez para uma nova ideia de jogo. Alguns jogadores que pareciam ter encontrado mais segurança e garantias no estilo de Allegri se mostraram em dificuldade com os novos dogmas da saída de bola desde trás e da proposta de jogo em qualquer situação, vide por exemplo Pavlovic, um dos melhores na temporada passada.

    Outros, por sua vez, simplesmente não são adequados, e a avaliação excessiva na turnê por parte do técnico português alongou os tempos no mercado, embora ela tenha sido necessária para estruturar um projeto plurianual, como lhe foi pedido por Gerry Cardinale. Preocupam os muitos gols sofridos: seis até agora em três partidas, fruto de uma defesa muitas vezes alta, que precisa correr para se recompor. A dúvida é se o integralismo de Amorim pode se revelar um obstáculo em vez de um plus, caso os resultados não sejam inicialmente positivos.

  • MERCADO, O QUE FUNCIONA

    Cardinale e os homens de mercado do Milan foram rápidos em aproveitar as oportunidades no início das negociações, para levar ao time de Amorim duas peças fundamentais, das quais já não se podia mais abrir mão: para o ataque chegou Goncalo Ramos, a contratação mais cara da Serie A e da história do Milan, com seus 75 milhões de euros, um artilheiro que é garantia e provavelmente o melhor perfil disponível no mercado, já que se tratava do atacante reserva dos campeões da Europa do PSG.

    O mesmo vale para a defesa: Mario Gila, que se machucou contra o Celtic e voltou a treinar com o grupo nos últimos dias, é um reforço importante, já que o Milan conseguiu levar a melhor sobre Napoli, Inter e outros concorrentes, que o espanhol conhece perfeitamente o campeonato italiano e que se trata de uma peça fundamental para o sistema defensivo, como demonstra a boa estreia contra os escoceses. Duas necessidades que foram resolvidas de imediato e sem economizar.

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  • Mercado da bola, o que não está funcionando

    Mas então tudo parou de repente. O Milan, que havia deixado a concorrência para trás e começado o verão com ampla vantagem sobre os rivais, acabou alcançado e ultrapassado pelos adversários, com 4/5 equipes que no momento parecem superiores: um mês, o de julho, de inexplicável imobilismo. Pesam as avaliações de Amorim, algumas inúteis ou longas demais em termos de prazo, mas sobretudo as dificuldades para enxugar o elenco nas saídas, com 7/8 jogadores claramente inadequados, mas que não têm ofertas e que agora correm o risco de permanecer obtorto collo ou de ser vendidos a preço de banana ou emprestados, vide Athekame ao Lyon.


    Tomori, Fofana, Odogu e, surpreendentemente, Nkunku estão fora do projeto. Gimenez e Estupinan parecem estar no meio do caminho e correm o risco de passar das portas giratórias das negociações para um lugar em campo, caso não cheguem propostas satisfatórias, até aqui inexistentes. A ideia de deixar vazar uma short list de saídas no dia 13 de agosto não pareceu um movimento útil para favorecê-las, sobretudo no caso de jogadores com contratos curtos. Sem contar a situação de Leao, o jogador mais bem pago do elenco, que se colocou à venda por conta própria, não recebeu ofertas à altura e agora também parece poder ficar em Milão, não se sabe bem com qual status e disposição, se não conseguirem negociá-lo nos próximos dias. Também o descontentamento de Maignan e Rabiot, que retornam a uma semana da largada em Milanello, devido à saída de Allegri, acabou se revelando um boomerang, já que se trata de dois pilares do elenco.


    As saídas que não aconteceram frearam o mercado de contratações e, no momento, ao menos duas posições, a de zagueiro e a de ponta esquerda, ao lado de Gabbia e Bartesaghi, parecem desguarnecidas. Amorim havia pedido Goncalo Inacio para a defesa no início da janela, e em meados de agosto ele ainda não chegou. Sem contar as dúvidas do ponto de vista numérico em algumas posições: em suma, embora Cardinale tenha dado garantias sobre as contratações, o Milan, em meados de agosto, a uma semana do início do campeonato e a duas do fim da janela de transferências, ainda é um canteiro de obras aberto, e não é fácil realizar em quinze dias o que você não conseguiu fazer em três meses.