Mesmo depois da péssima atuação de Randal Kolo Muani contra o Sassuolo, Luciano Spalletti não abandonou o atacante francês: "Temos que jogar mais em cima de Kolo Muani. Quando os adversários jogam no mano a mano, é preciso acionar o centroavante, fazer com que ele retenha a bola e depois dar apoio. Em vez disso, fizemos isso poucas vezes, embora em alguns casos ele precise ser mais incisivo, isso é verdade". Spalletti não pode agir de outra forma e não pode dizer nada diferente. Junto com Nick Woltemade, Kolo Muani é um dos únicos dois atacantes centrais presentes no elenco da Juventus, excluindo Arek Milik (fora das listas da Uefa e da Serie A), e o treinador certamente não pode descartá-lo em setembro, apesar da alfinetada no pós-jogo contra o Frosinone.

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Kolo Muani, aquela bola perdida e uma obsessão de 50 milhões que não marca: com NEC e Atalanta, últimas chances
AQUELA BOLA PERDIDA
Contra o Sassuolo, Kolo Muani foi um fantasma, em todas as situações de jogo: para se desmarcar, no controle da bola e nas finalizações. Ele não tentou nenhuma e, na verdade, quando teve a chance de fazê-lo, aos 49 do segundo tempo, em vez de chutar, insistiu em um drible desastroso na área, perdendo a bola que deu início ao gol do 3 a 2 do Sassuolo, marcado (a contragosto) pelo ex-Adzic, e tirando do sério todo o ambiente da Juventus, do técnico aos torcedores.
As escolhas de Spalletti
Nas palavras, Spalletti ainda defende Kolo Muani e, como já foi dito, não pode fazer diferente. Na prática, porém, não há dúvida de que o técnico de Certaldo está pensando em todas as soluções que tem à disposição, porque está claro para todos que o jogo de quinta-feira, pela Europa League, contra o NEC Nijmegen e, sobretudo, o de domingo, contra a Atalanta no campeonato, já representam um divisor de águas importante para a temporada da Juventus. Nos próximos dois jogos, Kolo Muani certamente ainda terá espaço e oportunidades para jogar e para encontrar o caminho do gol, algo que ele ainda não conseguiu nesta temporada. Resta saber se fará isso nas duas vezes como titular ou saindo do banco. Se atuará como único centroavante ou ao lado de Woltemade e, nesse caso, se será ele a jogar mais avançado, com o alemão mais recuado, ou se acontecerá o contrário. Em todo caso, as chances para o ex-Tottenham ainda não serão muitas, e cada minuto em campo daqui para frente será fundamental para ele.
Uma obsessão discreta
Ampliando o assunto sobre Kolo Muani, à luz de seu rendimento atual, ainda é um mistério o motivo pelo qual nada menos que três dirigentes da Juventus, em momentos diferentes, perseguiram o jogador nascido em 1998 quase como uma obsessão. Primeiro Giuntoli, que o contratou por empréstimo em janeiro de 2025, depois Comolli, que o perseguiu em vão durante todo o verão de 2025, e, por fim, Carnevali, que, após uma longa negociação no verão de 2026, o comprou em definitivo pela quantia importante de 38 milhões na parte fixa mais 12 de bônus.
"Não podemos pensar que a Juventus tenha se tornado um clube de nível mais baixo do que é. Estamos em um ciclo, haverá dificuldades e também possibilidades de voltar ao auge", declarou ontem o CEO da Juventus Giovanni Carnevali. Pois bem, a impressão hoje é que a escolha de apostar em Kolo Muani pertence totalmente a uma Juventus que, hoje, tem dificuldade para sair de uma dimensão mais baixa em relação à sua história. Houve um tempo em que a Juventus podia se dar ao luxo de ter, por exemplo, os números 1 da França posição por posição, de Platini a Zidane, passando por Deschamps, Trezeguet, Lilian Thuram, Vieira e Pogba, enquanto hoje a Velha Senhora leva um ano para levar Kolo Muani de volta a Turim, ele que não foi convocado para a Copa do Mundo e que não está (ao menos) entre os dez melhores atacantes franceses do momento.
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