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Juventus Inside Vlahovic 16 9Getty Images

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Juventus, ilusão com Vlahovic, um vencedor só no caixa, mas o substituto ainda falta

Agora que encontrou um novo time, já é possível fazer um balanço definitivo sobre quem foi, e o que representou, Dusan Vlahovic para a Juventus. No fim das contas, achamos que se pode falar de uma grande decepção, ou pelo menos de uma grande ilusão.


Certamente a Juventus se iludiu quando, em janeiro de 2022, o contratou da Fiorentina por 70 milhões de euros mais 10 em bônus, garantindo ao mesmo tempo um supersalário que, com os aumentos, depois chegaria até mesmo a 12 milhões por temporada. Ao contratar um jogador de 22 anos que somava 108 partidas e 49 gols pela Fiorentina, a Juventus pensou ter levado para casa um atacante geracional, alguém capaz de carregar o time e fazer a diferença. Não foi o que aconteceu.



  • Claro, é preciso conceder a Vlahovic uma atenuante: a de ter chegado a uma das piores Juventus da história. Em quatro anos e meio, no mundo da Juventus, aconteceu de tudo: um presidente (Agnelli) e todo um Conselho de Administração varridos por uma investigação, uma série de mudanças na diretoria como nunca se tinha visto na história do clube (Arrivabene, Cherubini, Giuntoli, Comolli e, por fim, Carnevali e Massara), sem falar nos treinadores. Vlahovic, em Turim, foi treinado por Allegri, Motta, Tudor e Spalletti, para agora reencontrar, com Italiano, o técnico que mais o valorizou na Fiorentina e que agora volta a encontrar no Besiktas.


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  • De qualquer forma, tirando o caos da Juventus nos últimos anos, caberia justamente a Vlahovic, e a poucos outros, demonstrar ser um campeão capaz de ainda assim fazer a diferença, e de arrastar o time para fora da areia movediça. E Vlahovic fez isso só parcialmente: apesar de seus 68 gols em 168 partidas, o camisa 9 foi muitas vezes vítima de seu nervosismo e de suas frustrações, além de limitações técnicas que nunca conseguiu melhorar, em particular no domínio da bola e na troca de passes em espaços curtos com os companheiros de equipe. Vlahovic, embora dotado de um chute potente e preciso, deixa a Juventus com apenas um troféu na galeria, a Copa da Itália de 2024, vencida graças a um gol seu na final contra a Atalanta.



  • O fato de Vlahovic não ser aquele craque que o mundo da Juventus esperava fica evidente também pelo destino a que o mercado o levou. O sérvio alimentou por meses, se não por anos, sonhos mais importantes, quando se falava da Premier League, do Arsenal em particular, ou então do Barcelona e do Bayern de Munique. No fim, nenhum desses clubes o levou em consideração. Aos 26 anos, e pelos próximos três, portanto na fase central e mais importante de sua carreira, Vlahovic tem de se contentar com o campeonato turco. Dizemos isso, obviamente, com o máximo respeito pelo Besiktas e pelo futebol turco, que neste momento histórico são mais ricos e competitivos do que o futebol italiano. Mas não são a Premier League ou La Liga, que eram os sonhos de Vlahovic.

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  • Do ponto de vista contratual, o jogador nascido em 2000 de Belgrado cai em pé sem dúvida nenhuma: em Istambul, receberá um salário de 10 milhões líquidos por temporada, mais bônus e um generoso prêmio pela assinatura. Desse ponto de vista, ele e seu estafe são absolutamente vencedores. Já a Juventus ainda precisa encontrar o substituto de Vlahovic, porque Kolo Muani é um atacante móvel, que gosta de circular por toda a frente de ataque, e não o clássico centroavante de área.