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Grande faxina no Chelsea: Alonso se prepara para dispensar 16 jogadores

O Chelsea enfrenta um dos seus maiores dilemas antes do início da temporada 2026-2027, depois que o número de jogadores do elenco principal inchou para 41, faltando apenas 25 dias para o fechamento da janela de transferências de verão.

Essa realidade coloca o novo técnico Xabi Alonso diante da árdua missão de remodelar a equipe, especialmente diante da ausência do Chelsea nas competições europeias nesta temporada, o que reduz a necessidade de um elenco desse tamanho. Entre jogadores colocados à venda e outros candidatos ao empréstimo, as próximas semanas parecem decisivas para desenhar os contornos do novo Chelsea.

O Chelsea vive uma situação que se tornou familiar nos últimos anos, depois que o número de jogadores registrados chegou a 41 na lista principal.

Embora os regulamentos da Premier League permitam ao clube beneficiar-se de exceções específicas para jogadores com menos de 21 anos e para jogadores locais formados na academia do clube, o que lhe dá flexibilidade para registrar um número maior de atletas, Alonso está ciente de que a presença dessa quantidade de elementos fora de seus planos técnicos não será do interesse da estabilidade da equipe.

Por isso, o treinador espanhol busca reduzir o elenco para cerca de apenas 25 jogadores, o que significa a necessidade de dispensar 16 jogadores antes do início do mês de setembro, segundo informou a emissora britânica "BBC".

  • Chelsea FC v Manchester City - Pre-Season FriendlyGetty Images Sport

    O fim da era do "grupo dos excluídos"

    Nas últimas temporadas, o Chelsea sofreu com a existência do que ficou conhecido como o "grupo dos excluídos", que reuniu jogadores como Raheem Sterling e Axel Disasi, que treinavam longe do time principal.

    Mas a Federação Internacional de Futebol (Fifa) proibiu posteriormente essa prática, fazendo com que os clubes passassem a ser obrigados a encontrar soluções definitivas para esses casos, seja por meio da venda ou do empréstimo, em vez de isolar os jogadores.

    E se o Chelsea tivesse se classificado para as competições europeias nesta temporada, teria enfrentado um problema adicional, que seria a impossibilidade de registrar todos os seus jogadores, algo que já havia enfrentado durante a temporada em que foi campeão da Liga Conferência Europa 2024-2025.

    O clube também continua vinculado a um acordo de conciliação com a União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) por mais três temporadas, apesar do reconhecimento, por parte da entidade europeia, das medidas adotadas pelo Chelsea para melhorar sua situação financeira.

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  • England v Argentina: Semi Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    Novas contratações aumentam a crise

    O Chelsea manteve sua atividade habitual no mercado de transferências, depois que Xabi Alonso reforçou a equipe com as contratações de Morgan Rogers, Marco Ballestra, Danny Welbeck, Jordan Henderson e Maxence Lacroix, enquanto o lateral Pep Chavarría está próximo de se juntar ao clube, vindo do Rayo Vallecano.

    Mas esses reforços aumentaram a lotação do elenco, algo que ficou evidente durante o amistoso contra a Juventus em Hong Kong, quando somente a lista de reservas contou com 21 jogadores, dos quais apenas cinco eram formados na academia.

    O Chelsea levou um grande número de jogadores em sua turnê asiática, na qual se prepara para enfrentar o Milan na Indonésia no sábado, antes do confronto com o campeão da Malásia, o Johor Darul Ta'zim, no domingo. Espera-se que Alonso utilize duas escalações diferentes nas duas partidas, diante da abundância de opções à sua disposição.

    O cenário fica ainda mais complicado por causa da ausência de Cole Palmer e Levi Colwill na última partida, em razão de lesões leves que sofreram no amistoso anterior, enquanto o atacante Emmanuel Emega segue seu programa de reabilitação para se recuperar de uma lesão nos tendões do joelho no centro de treinamentos do clube.

  • Spain v Argentina: Final - FIFA World Cup 2026Getty Images Sport

    5 fora dos treinos e 7 de férias

    Cinco jogadores não participam atualmente dos treinos da equipe principal, depois de terem sido liberados para deixar o clube, seja em definitivo ou por empréstimo. São eles: "Benoît Badiashile, Axel Disasi, Marc Guiu, David Datro Fofana, Caleb Wiley".

    Além disso, sete jogadores ainda continuam afastados do time após participarem das últimas fases da Copa do Mundo, devendo retornar ao longo da próxima semana. São eles: "Enzo Fernández, Reece James, Morgan Rogers, Jordan Henderson, Maxence Lacroix, Valentín Barco, Malo Gusto".

    O zagueiro Trevoh Chalobah está próximo de se transferir para o clube italiano Como por 31 milhões de libras esterlinas, incluindo bônus e variáveis. Já o goleiro Filip Jörgensen se prepara para se transferir por empréstimo ao Strasbourg, clube irmão do Chelsea.

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  • FBL-WC-CLUB-2025-MATCH61-FLUMINENSE-CHELSEAAFP

    Quem fica e quem sai?

    Depois de encerrar a temporada passada na décima colocação e de o time fracassar na classificação para as competições europeias, Xabi Alonso se vê diante de decisões decisivas para reconstruir a equipe.

    Goleiros

    O panorama parece claro nesta posição, na qual Alonso conta com: "Robert Sánchez, o jovem goleiro belga Mike Penders (21 anos), que retorna após um empréstimo bem-sucedido no Strasbourg, e Teddy Sharman-Lowe como terceiro goleiro".

    Laterais

    Na direita, o time conta com: "Reece James, Marco Ballestra, Malo Gusto", e James também pode atuar como meio-campista. O Chelsea estabeleceu o valor de 75 milhões de libras esterlinas para abrir mão de Gusto, diante do interesse do Manchester City em contratá-lo.

    Já a esquerda conta com: "Jorrel Hato e Pep Chavarría, que está perto de se juntar ao elenco por 16,3 milhões de libras esterlinas".

    Zaga

    O Chelsea tem nove jogadores nesta posição, mas Alonso afirmou que o número ideal deve se limitar a apenas quatro ou cinco zagueiros.

    Tanto "Axel Disasi" quanto "Benoît Badiashile" ficaram disponíveis para venda. Também se espera a saída de Mamadou Sarr por empréstimo.

    Por outro lado, a lista principal contará com: "Maxence Lacroix, Levi Colwill, Josh Acheampong, Wesley Fofana e Tosin Adarabioyo".

    O futuro do jovem argentino Aaron Anselmino segue incerto, embora a opção de emprestá-lo novamente pareça a mais provável, após suas duas experiências anteriores no Borussia Dortmund e no Strasbourg.

    Meio-campo

    O Chelsea estabeleceu um preço de 120 milhões de libras esterlinas para abrir mão de Enzo Fernández, que avalia seu futuro, com o clube também vendo com bons olhos sua permanência.

    O meio-campo contará com: "Moisés Caicedo, Roméo Lavia, Valentín Barco, Jordan Henderson e Dário Essugo".

    Embora Essugo tenha sido informado anteriormente de que fazia parte dos planos do time, ele não se opõe a sair por empréstimo para conseguir minutos de jogo regulares após uma temporada afetada por lesões.

    Ataque

    O caso do retorno de Mykhailo Mudryk representa um dos assuntos mais complexos. O Chelsea afirma que todas as opções estão em aberto, enquanto o jogador passa por uma avaliação física após seu retorno de uma suspensão de 20 meses por comprovação do uso da substância proibida "meldonium".

    Nas pontas, o time conta com: "Jamie Gittens na esquerda, Pedro Neto e Geovany Quenda na direita", enquanto "Cole Palmer e Morgan Rogers" ocupam a posição de armador, ao passo que Estêvão Willian pode jogar em todas as posições do setor ofensivo.

    Já na posição de centroavante fixo, o Chelsea deseja manter apenas três atacantes, sendo eles: "João Pedro, Danny Welbeck e um terceiro atacante", e parece que Emmanuel Emega é o mais próximo de ocupar esse papel, apesar de persistir a incerteza sobre o futuro de Nicolas Jackson e Liam Delap.

  • FBL-ENG-FACUP-MAN CITY-CHELSEAAFP

    Revolução iminente

    Escalação provável do Chelsea: "Sánchez, Penders, Sharman-Lowe, Reece James, Ballestra, Tosin, Fofana, Lacroix, Acheampong, Colwill, Hato, Chalobah, Caicedo, Fernández, Barco, Lavia, Henderson, Kouinda, Neto, Palmer, Estêvão, Rogers, Gittens, Emega, João Pedro, Welbeck".

    Jogadores cotados para empréstimo: "Marc Guiu, Caleb Wiley, Kellyman, Mheuka, Walsh, Kavuma-Makwene, Kendry Páez".

    Jogadores colocados à venda ou com futuro indefinido: "Benoît Badiashile (30 milhões de libras esterlinas), Axel Disasi (25 milhões), Marc Guiu (25 milhões), David Datro Fofana, Liam Delap, Nicolas Jackson (65 milhões de libras esterlinas), Gabriel Slonina, Malo Gusto (75 milhões de libras esterlinas), Enzo Fernández (120 milhões de libras esterlinas), Emanuel Emega, Pedro Neto, Dario Essugo".

  • Sunderland v Chelsea - Premier LeagueGetty Images Sport

    Por que o Chelsea continua acumulando talentos?

    A política de acumular jogadores não é novidade no Chelsea, já que suas raízes remontam à era do antigo proprietário Roman Abramovich, quando o número de atletas emprestados pelo clube chegou a 42 jogadores antes de a Fifa impor restrições a esse sistema.

    Com a aquisição do clube por Todd Boehly e a empresa "Clearlake Capital" em 2022, e a posterior compra do clube Strasbourg, o Chelsea adotou o modelo de propriedade de múltiplos clubes, com foco na contratação de jogadores jovens e de baixos salários, para depois emprestá-los ou vendê-los mais tarde a fim de obter lucros.

    Um dos exemplos mais marcantes disso é o meio-campista Andrey Santos, que chegou por 12 milhões de libras esterlinas após se destacar na segunda divisão do Campeonato Brasileiro, antes de ser vendido posteriormente ao Manchester United por 50 milhões de libras esterlinas.

    Desde a aquisição do clube pelo grupo "BlueCo" há quatro anos, o Chelsea gastou cerca de 1,8 bilhão de libras esterlinas em contratações, o maior valor da Europa durante esse período.

    Em contrapartida, as receitas com a venda de jogadores chegaram a quase 1 bilhão de libras esterlinas, incluindo um recorde na Premier League que atingiu 300 milhões de libras esterlinas, também o maior entre os clubes europeus.

    Espera-se que as vendas do clube neste verão ultrapassem os 150 milhões de libras esterlinas, após a transferência de Trevoh Chalobah ao Como, além do empréstimo de Alejandro Garnacho ao Aston Villa com uma cláusula de compra obrigatória de cerca de 40 milhões de libras esterlinas no próximo verão.

    Apesar disso, as receitas do Chelsea seguem sendo as menores entre os clubes dos "Seis Grandes" da Inglaterra, devido à capacidade limitada do estádio Stamford Bridge, à fraqueza dos retornos comerciais, ao acordo de material esportivo que não se equipara ao de seus rivais e à ausência de um patrocinador principal na camisa do time, além do fracasso em se classificar para a Liga dos Campeões da Europa em três das últimas quatro temporadas.

    Por isso, o comércio de jogadores se tornou parte essencial do modelo econômico do clube, à semelhança do que fazem os clubes Brighton, Brentford e Bournemouth, com a ambição do Chelsea de combinar a estabilidade financeira com a disputa pelos grandes títulos e o retorno à Liga dos Campeões da Europa.