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Federação Saudita: cai a campanha francesa e chega um novo estilo que não conhece piedade!

Parece que o Al-Ittihad está encerrando um dos períodos mais empolgantes de sua história recente, depois que os traços da "campanha francesa" liderada por Karim Benzema começaram a desaparecer gradualmente, dando lugar a um projeto completamente diferente, baseado na força coletiva e na disciplina tática, longe da ideia de construir o time em torno de grandes nomes mundiais.

A história começou quando Benzema chegou ao Al-Ittihad, e sua presença não foi tratada apenas como a contratação de um astro, mas fez parte de um projeto maior que visava remodelar o time e contratar uma série de nomes que carregavam claramente o cunho francês. 

Laurent Blanc assumiu o comando técnico, enquanto Moussa Diaby e Houssem Aouar se juntaram ao elenco, ao lado de N'Golo Kanté, completando os traços de um time que dependia em grande parte da escola francesa dentro e fora de campo.

As contratações não pararam por aí, pois o Al-Ittihad também reforçou suas fileiras com o holandês Steven Bergwijn e o português Danilo Pereira, um dos nomes conhecidos no Paris Saint-Germain, transformando o "Decano" em um time que possuía uma mistura de estrelas e experiência europeia, o que o ajudou a recuperar seu prestígio e voltar aos pódios de premiação.

  • Al Ittihad v Al Taawoun: Saudi Pro LeagueGetty Images Sport

    A campanha francesa começa com sucesso, mas depois desmorona peça após peça

    O Al-Ittihad conseguiu, de fato, colher os frutos do projeto, e a equipe apresentou-se de forma mais forte e competitiva, conquistando os títulos da Roshn Saudi League e da Copa do Rei e retornando ao topo, depois de contar com um elenco repleto de nomes capazes de decidir partidas e com a experiência que torna o time um concorrente em mais de uma frente.

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    Mas, com o início da era da nova diretoria em julho de 2025, as coisas mudaram de forma evidente, e o nível da equipe começou a cair. Em seguida, teve início uma fase que pode ser descrita como uma reformulação do Al-Ittihad, mas que trouxe consigo a saída de um grande número de nomes que representavam a espinha dorsal do projeto anterior.

    O começo veio com a saída de Laurent Blanc, depois se afastaram Karim Benzema e N'Golo Kanté, seguidos por Fabinho, antes de chegar recentemente a vez de Moussa Diaby, que partiu para o Bayer Leverkusen, reduzindo drasticamente a lista de integrantes da "campanha francesa", da qual restam atualmente apenas Houssem Aouar e Steven Bergwijn.

    O quadro aqui não representa apenas uma mudança nos nomes dos jogadores, mas uma transformação completa na filosofia de construção da equipe; o Al-Ittihad já não se movimenta da mesma forma em que se baseava quando o seu projeto era pautado na atração de estrelas e na formação de um grupo de nomes de peso mundial.

    Vocês podem discutir os temas e as notícias de forma mais aprofundada nos fóruns do "Kooora"

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    Vissing anuncia o nascimento de uma federação diferente

    Em contrapartida, o Al-Ittihad apresenta atualmente uma identidade técnica mais rígida sob o comando do jovem treinador Jens Vissing, que parece querer construir uma equipe baseada no sistema antes do indivíduo, e no compromisso coletivo antes dos grandes nomes.

    O treinador alemão não parece ser do tipo que concede privilégios a qualquer jogador por causa de seu nome; pelo contrário, foca na execução das funções, na disciplina e na movimentação dentro de um único sistema, algo que se reflete em suas palestras técnicas e em suas decisões rigorosas, nas quais o interesse do grupo se torna a primeira prioridade.

    Essa filosofia pode ser radicalmente diferente do Al-Ittihad que a torcida conheceu no período da "campanha francesa", mas, ao mesmo tempo, carrega uma lógica esportiva clara; a equipe não precisa apenas de grandes nomes, mas de jogadores capazes de se comprometer com a mesma ideia durante os 90 minutos, especialmente em um campeonato que exige continuidade e força física e tática.

    O que chama a atenção é que Vissing parece disposto a fazer concessões para consolidar seu método, mesmo que o preço seja abrir mão de nomes que anteriormente eram considerados alguns dos principais astros da equipe. 

    Isso confere ao seu projeto uma personalidade clara desde o início, mas, ao mesmo tempo, o coloca sob enorme pressão, pois a torcida não vai lidar com os resultados sob critérios diferentes, por melhor que seja a ideia.

    Com Vissing, o Al-Ittihad havia conseguido uma vitória brilhante sobre o Al-Jazira, dos Emirados, por 4 a 1 no play-off da Liga dos Campeões da Ásia da Elite, empatou na primeira partida da Roshn League contra o Al-Khaleej por 1 a 1 e, na sequência, venceu o Al-Qadsiah por 1 a 0 e o Al-Hazem por 3 a 2, além de superar o Al-Najma por 3 a 0 pela Copa do Rei. 

  • Al Ittihad v Al Hazem: Saudi Pro LeagueGetty Images Sport

    O novo pensamento vai dar certo após o fracasso do projeto das estrelas?

    O Al-Ittihad está agora diante de uma verdadeira encruzilhada: ou a diretoria consegue transformar essa grande mudança no início de um projeto mais estável e sustentável, ou o processo de dispensa dos nomes anteriores se transforma em um simples vazio difícil de preencher.

    O sucesso, desta vez, não será medido pelo número de estrelas presentes no elenco, mas sim pela capacidade de Vicente e da diretoria de construir um time que sabe o que quer, que tem uma identidade clara e que consegue competir sem depender totalmente do brilho de um ou dois jogadores.

    Até agora, o cenário parece indicar que a "campanha francesa" praticamente chegou ao fim, e que teve início uma nova era dentro do Al-Ittihad, marcada pela disciplina, pelo rigor e pelo jogo coletivo. Mas a verdadeira pergunta não é: a campanha francesa acabou? E sim: será que a nova filosofia consegue criar um Al-Ittihad mais forte do que o Al-Ittihad das estrelas?

    O teste será em campo, e somente ali se definirá se o Al-Ittihad perdeu um projeto de sucesso ou se, finalmente, começou a construir um time capaz de se manter por muitos anos, sem a necessidade de se reinventar a cada janela de transferências.

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