A saída de Cristiano Ronaldo no intervalo do confronto entre Al-Nassr e Al-Ettifaq não foi apenas uma decisão técnica passageira. Em um momento em que sua equipe parecia precisar virar a partida, o técnico Ange Postecoglou optou por tirar o capitão do Al-Nassr das contas e lançar mão de outras peças em busca de equilíbrio e de uma reação, em uma cena que reabre uma pergunta que por anos esteve mais próxima do proibido: será que o tempo começou a impor sua lógica a Ronaldo?
A cena em Dammam trouxe de volta à memória o que aconteceu há menos de dois meses em Houston, quando Ronaldo disputou sua partida de estreia na Copa do Mundo de 2026 diante da República Democrática do Congo. Ronaldo não deixou sua marca habitual naquele jogo. Terminou a partida sem marcar, depois de tocar na bola apenas cerca de 20 vezes e finalizar três vezes sem balançar as redes.
O problema era maior do que uma única partida. As estatísticas apontavam, na época, que Ronaldo, desde o pênalti que marcou diante de Gana na estreia do Mundial do Catar de 2022, havia disputado 10 partidas em grandes torneios e finalizado 33 vezes sem marcar.






