Mesmo que o técnico australiano consiga superar esses obstáculos dentro de campo, ele talvez enfrente outros fora dele, representados pela instabilidade administrativa que atinge o Al-Nassr de tempos em tempos.
No meio da última temporada, mais precisamente durante a janela de transferências de inverno, surgiram alguns sinais dessa confusão, quando surgiram relatos sobre o congelamento das funções do diretor executivo português José Semedo e de seu diretor esportivo, Simao Coutinho.
E, embora o Al-Nassr já tivesse assinado contrato com o atacante Abdullah Al-Hamdan, do Al-Hilal, surgiram rumores de que a diretoria do clube teria rejeitado a negociação, pois foi Semedo quem a conduziu, o que gerou ainda mais polêmica.
Talvez essa tenha sido uma das razões que levaram Jesus a encerrar rapidamente sua passagem pelo Al-Nassr, após apenas uma temporada, apesar de o time ser forte e capaz de disputar títulos novamente na próxima temporada.
Talvez alguns acreditem que isso já seja coisa do passado, mas até mesmo a decisão de contratar o próprio Posticoglou foi marcada por uma certa confusão, já que o clube estava realmente perto de fechar contrato com o espanhol Roberto Martínez, técnico da seleção de Portugal, antes de recuar no último momento.
De acordo com o jornal saudita “Al-Sharq Al-Awsat”, Semedo e Coutinho apresentaram à diretoria vários nomes após desistirem de Martínez, mas nenhum foi aceito, e a escolha acabou recaindo sobre o técnico australiano.
Essa indecisão, se ocorrer no meio da temporada, especialmente na janela de transferências de inverno, pode representar um novo obstáculo para Postecoglou, e ele terá que enfrentá-lo da mesma forma que Jesus fez, quando levou a equipe até o fim e conquistou o Campeonato Roshen.