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Newcastle United v Nottingham Forest - Premier LeagueGetty Images Sport

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Dentro e fora do campo... Ronaldo e a história estão entre os 5 desafios que aguardam Posticoglou no Al-Nassr

A cada passo que os treinadores dão no mundo do futebol, eles enfrentam inúmeros desafios: alguns dentro de campo, outros fora dele e alguns que remontam a um passado muito distante — e é exatamente isso que aguarda o técnico australiano Ange Postecoglou.

Postecoglou tornou-se oficialmente o novo técnico do Al-Nassr ontem, sexta-feira, com um contrato que se estende pelas duas próximas temporadas e termina em 2028, sucedendo ao técnico português Jorge Jesus, que deixou o clube após o término da última temporada.

  • A era pós-Jesus

    Nos últimos anos, o desafio que aguardava qualquer técnico do Al-Nassr era conquistar qualquer título, especialmente porque o clube não conquistava nenhum campeonato oficial desde 2021; mas a situação mudou completamente com a chegada de Jesus.

    O técnico português levou o Al-Nassr à conquista do primeiro título em cinco anos e do primeiro título do campeonato em sete anos, tornando a tarefa mais difícil para quem vier depois dele, já que não se espera mais a conquista de um título específico.

    Postićoglou terá que conquistar um título importante para provar seu sucesso no Al-Nassr, especialmente a Liga dos Campeões da Ásia, ou, no mínimo, o Campeonato Saudita.

    O mais difícil nessa tarefa é que Postecoglou traz uma filosofia diferente da de Jesus; é verdade que elas se assemelham no que diz respeito à força ofensiva, ao domínio e à posse de bola, mas a dele é mais complexa e detalhada, o que exige mais trabalho.

    Agora, o técnico australiano terá que convencer os campeões da Liga Saudita a se empenharem mais, compreenderem melhor as táticas e executarem jogadas mais complexas — e talvez isso seja mais difícil do que simplesmente transmitir essas ideias a eles.

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  • O dilema de Ronaldo

    O maior problema é que quem mais será prejudicado por essas táticas será o astro português Cristiano Ronaldo, capitão do Al-Nassr e figura de proa de seu primeiro projeto.

    No ataque, o ex-técnico do Tottenham Hotspur exige que seus jogadores troquem de posição constantemente, a fim de escapar da marcação e desorganizar as defesas adversárias, o que pode ser difícil para Ronaldo.

    O projeto de Pochettino baseia-se essencialmente na ideia da pressão reversa, que consiste em pressionar o adversário assim que a bola for perdida, a fim de recuperá-la o mais rápido possível — uma obrigação para todos os jogadores, sem exceção.

    Esse detalhe, especificamente, não pode ser ignorado, pois qualquer falha nele significará que a defesa da equipe será atingida por passes longos diretos que se transformarão em jogadas de um contra um, já que a linha defensiva avança até quase o meio de campo.

    Essa tarefa também parece difícil para Ronaldo, devido à sua idade avançada e ao declínio de seu condicionamento físico, o que significa que o técnico australiano terá que encontrar uma maneira de isentar “O Don” dessas funções ou, talvez o mais difícil, isentá-lo pessoalmente de participar da partida.

  • Caos administrativo

    Mesmo que o técnico australiano consiga superar esses obstáculos dentro de campo, ele talvez enfrente outros fora dele, representados pela instabilidade administrativa que atinge o Al-Nassr de tempos em tempos.

    No meio da última temporada, mais precisamente durante a janela de transferências de inverno, surgiram alguns sinais dessa confusão, quando surgiram relatos sobre o congelamento das funções do diretor executivo português José Semedo e de seu diretor esportivo, Simao Coutinho.

    E, embora o Al-Nassr já tivesse assinado contrato com o atacante Abdullah Al-Hamdan, do Al-Hilal, surgiram rumores de que a diretoria do clube teria rejeitado a negociação, pois foi Semedo quem a conduziu, o que gerou ainda mais polêmica.

    Talvez essa tenha sido uma das razões que levaram Jesus a encerrar rapidamente sua passagem pelo Al-Nassr, após apenas uma temporada, apesar de o time ser forte e capaz de disputar títulos novamente na próxima temporada.

    Talvez alguns acreditem que isso já seja coisa do passado, mas até mesmo a decisão de contratar o próprio Posticoglou foi marcada por uma certa confusão, já que o clube estava realmente perto de fechar contrato com o espanhol Roberto Martínez, técnico da seleção de Portugal, antes de recuar no último momento.

    De acordo com o jornal saudita “Al-Sharq Al-Awsat”, Semedo e Coutinho apresentaram à diretoria vários nomes após desistirem de Martínez, mas nenhum foi aceito, e a escolha acabou recaindo sobre o técnico australiano.

    Essa indecisão, se ocorrer no meio da temporada, especialmente na janela de transferências de inverno, pode representar um novo obstáculo para Postecoglou, e ele terá que enfrentá-lo da mesma forma que Jesus fez, quando levou a equipe até o fim e conquistou o Campeonato Roshen.

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  • A história desafia Postojoglu

    Na verdade, Posticoglu precisa superar todos esses obstáculos e unir todos os esforços para enfrentar um desafio ainda maior: desafiar a história.

    O sonho da torcida do Al-Nassr agora é conquistar o título da Liga dos Campeões da Ásia, pela primeira vez na história do clube, após o fracasso de todas as tentativas anteriores, já que o time já havia realizado o sonho de conquistar o campeonato nacional, ausente há sete anos.

    O Al-Nassr é o único time entre os quatro grandes da Liga Saudita que nunca venceu a Liga dos Campeões da Ásia; na verdade, só chegou à final uma única vez, em 1995.

    E não é só isso: ao longo de sua história, o Al-Nassr conquistou apenas dois títulos asiáticos, sendo o mais recente há 28 anos, a Supercopa da Ásia de 1998, após ter conquistado a Taça das Taças no ano anterior.

    O Al-Nassr sofreu com esse complexo na última temporada: apesar de seu brilhantismo e superioridade sobre todos os adversários, perdeu a final da Liga dos Campeões da Ásia 2 para o Gamba Osaka, do Japão, em uma surpresa estrondosa.

  • Um campeonato difícil de conquistar

    Não há dúvida de que um dos objetivos de Posticoglou na próxima temporada será manter o título da Liga Roshen, conquistado na temporada passada; no entanto, esse sonho será mais difícil de alcançar desta vez.

    O técnico australiano enfrentará uma concorrência acirrada do Al-Hilal, que busca recuperar seu título histórico, após ficar sem ele nas duas últimas temporadas, e desta vez sob a liderança de seu novo proprietário, o príncipe Al-Waleed bin Talal.

    A nova era do Al-Hilal já começou, com o acordo firmado com o diretor esportivo do Liverpool, Richard Hughes, que assumirá o mesmo cargo no “Al-Hilal” após o término da janela de transferências de verão, mas atuará como supervisor.

    Além disso, o Al-Ahli deseja reconquistar o título do Campeonato Saudita, que conquistou pela última vez há 10 anos, após ter sido coroado campeão da Elite nas duas últimas temporadas, e esse será o maior objetivo de seu técnico alemão, Matthias Jaissle.

    Da mesma forma, o Al-Ittihad busca se recuperar, após ter perdido todos os títulos na última temporada, logo após uma campanha histórica em que conquistou a dobradinha nacional pela primeira vez em sua história.

    Até mesmo o Al-Qadisiyah se tornou um time difícil de enfrentar nas duas últimas temporadas e pode ir além de apenas figurar entre os quatro primeiros na próxima temporada, o que torna a ideia de manter o título do Campeonato Roshen extremamente difícil.