Entre Inter e Lazio, ontem, quinta-feira, 13 de agosto, havia sido fechado um acordo definitivo para a transferência de Davide Frattesi para a equipe da capital. Na manhã de hoje, no entanto, aconteceu literalmente de tudo, com uma freada brusca à qual se seguiram telefonemas quentíssimos entre as partes e um novo acordo, que porém revê para baixo a opção de receita por parte da Inter. E o jogador? Já estava no aeroporto, pronto para voar de Milão a Roma, antes de ser barrado, e agora está prestes a embarcar para encerrar de vez essa novela. Mas o que realmente aconteceu?
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Caso Frattesi, o que aconteceu entre Inter, Lazio e Lega Calcio: a ligação entre Marotta e Lotito, termina com uma nova fórmula
O PRIMEIRO ACORDO
O acordo inicial fechado entre Inter e Lazio previa a transferência por empréstimo oneroso de 1 milhão de euros, com opção de compra de 14 milhões de euros, que pode se transformar em obrigação caso os biancocelesti atinjam a 10ª posição na tabela ou um determinado número de jogos. A Inter também manteve um percentual de 50% sobre a futura mais-valia.
A suspensão da Lega Serie A
Na manhã desta terça-feira, chegou a paralisação imposta aos dois clubes pela Lega Serie A. O mercado da Lazio está hoje limitado e terá de ser com saldo zero, mas foi sobre a fórmula da obrigação de compra que da via Rosellini chegou o veto definitivo. No momento, de fato, o clube de Lotito não pode garantir de antemão que conseguirá atingir o saldo zero para esta temporada de transferências (restrição ligada aos problemas com o índice de liquidez e com a squad cost ration) com os 14 milhões que seriam acionados com a compra em definitivo. Em essência, para poder fechar a operação com essa fórmula, a Lazio já precisava ter à disposição a margem operacional para poder considerá-la uma opção em definitivo.
Telefones quentes
Imediatamente, começou entre as partes uma série cruzada de telefonemas. Irritados do lado da Inter e de Marotta, obviamente, preocupados do lado do jogador e dos agentes, já no aeroporto e que viram o avião reservado para Roma escapar diante deles, e, por fim, distensivos e conciliadores do lado de Lotito e Fabiani, prontos para trabalhar em uma nova fórmula.
O NOVO ACORDO
E foi a partir desses contatos que se chegou à fórmula definitiva deste negócio e ao sinal verde, desta vez final, para Frattesi voar para Roma. O negócio é fechado por empréstimo oneroso, não mais por 1 milhão de euros, e sim por 5 milhões de euros. O direito de compra permanece, mas passou dos 14 milhões iniciais para 10 milhões no total, mais bônus. Por fim, também permanece os 50% sobre a mais-valia de uma futura revenda.
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