O Al-Hilal não entra no mercado de transferências, ele parece reabri-lo sempre que todos pensam que as cortinas já se fecharam. Nomes de peso chegam, outros partem, contratos são firmados por cifras enormes, e então vêm as rescisões e os empréstimos para levar o cenário de volta à estaca zero, em uma das reconstruções de elenco mais polêmicas do futebol saudita no período recente.
E desde janeiro passado, as movimentações do "Chefe" se transformaram em assunto permanente de debate entre a torcida e a imprensa, não apenas pelo valor das negociações, mas pela velocidade com que a cara do time muda.
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O Al-Hilal contratou estrelas, depois dispensou algumas delas e voltou a contratar novos nomes praticamente nas mesmas posições, como se o clube não desse a si mesmo uma chance longa de testar um projeto antes de passar para outro.
O mais chamativo é que as vozes que exigem a aplicação das regras do fair play financeiro ao Al-Hilal aumentaram com a ampliação do volume de gastos, sobretudo porque o clube possui um poder de compra que lhe garante um luxo que não está disponível na mesma medida para muitos de seus concorrentes.
Mas, para além da polêmica regulatória, permanece a pergunta esportiva mais embaraçosa: se todo esse dinheiro está sendo gasto, por que ele ainda não se converteu em domínio total sobre a liga e a Ásia?

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