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إنزاجي - بنزيما - الهلالkooora

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Bilhões e fair play financeiro: choque de Benzema e o ataque de ouro complicam o Al-Hilal!

O Al-Hilal não entra no mercado de transferências, ele parece reabri-lo sempre que todos pensam que as cortinas já se fecharam. Nomes de peso chegam, outros partem, contratos são firmados por cifras enormes, e então vêm as rescisões e os empréstimos para levar o cenário de volta à estaca zero, em uma das reconstruções de elenco mais polêmicas do futebol saudita no período recente.

E desde janeiro passado, as movimentações do "Chefe" se transformaram em assunto permanente de debate entre a torcida e a imprensa, não apenas pelo valor das negociações, mas pela velocidade com que a cara do time muda. 

Leia também: Vídeo: Waleed Al-Farraj detona: foi por este motivo que Benzema decidiu se aposentar!

O Al-Hilal contratou estrelas, depois dispensou algumas delas e voltou a contratar novos nomes praticamente nas mesmas posições, como se o clube não desse a si mesmo uma chance longa de testar um projeto antes de passar para outro.

O mais chamativo é que as vozes que exigem a aplicação das regras do fair play financeiro ao Al-Hilal aumentaram com a ampliação do volume de gastos, sobretudo porque o clube possui um poder de compra que lhe garante um luxo que não está disponível na mesma medida para muitos de seus concorrentes.

 Mas, para além da polêmica regulatória, permanece a pergunta esportiva mais embaraçosa: se todo esse dinheiro está sendo gasto, por que ele ainda não se converteu em domínio total sobre a liga e a Ásia?

  • Desde janeiro: o Al-Hilal não descansa

    A lista, por si só, revela o tamanho da movimentação vivida pelo Al-Hilal. Desde janeiro até este momento, o clube entrou em uma série de contratações que incluíram Karim Benzema, Rayan Al-Dosari, Pablo Marí, Murad Hawsawi, Sultan Mandash, Karim Benzema, Simon Boabré e Mohamed Kader Meïté..

    Além de Abdullah Al-Anzi, Sabri Dahel, Nawaf Al-Habashi, Mohamed Al-Sarnukh e Mohamed Mahzari, a partir do mercado atual. Depois, as atenções se voltaram para os grandes nomes, e surgiu o holandês Crysencio Summerville, seguido pelo inglês Ollie Watkins e, na sequência, pelo brasileiro Gabriel Martinelli, transformando a frente ofensiva do Al-Hilal em uma oficina aberta que não para.

    E é justamente aqui que reside o paradoxo; o clube não sofria de escassez ofensiva a ponto de começar todo esse investimento, pelo contrário, já possuía um conjunto de nomes capazes de fazer a diferença. 

    Ainda assim, a diretoria optou por acrescentar mais, como se o objetivo já não fosse apenas reforçar o ataque, mas construir uma linha ofensiva capaz de rivalizar com qualquer time do mundo em termos de nomes.

    Mas o futebol não entrega títulos a quem possui os nomes mais brilhantes. Às vezes, o excesso de estrelas é o começo de um novo problema, porque cada jogador precisa do seu papel, cada estrela precisa de minutos, e o sistema precisa de tempo até se entender.

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  • Al Nassr vs Al Hilal - Saudi Pro LeagueGetty Images Sport

    Benzema: uma grande contratação e um fim mais rápido do que o esperado

    Em meio a todos esses gastos, o caso de Karim Benzema tornou-se o mais polêmico. Um atacante do tamanho de uma Bola de Ouro, contratado pelo Al-Hilal, mas cujas notícias de saída surgiram pouquíssimo tempo depois, antes que circulassem cifras enormes ligadas à rescisão financeira, estimada em cerca de 25 milhões de euros.

    E é aqui que o cenário se torna ainda mais complexo; não apenas porque Benzema não deu certo, mas porque a própria contratação não durou muito tempo antes de o clube começar a buscar uma solução alternativa.

     Cerca de seis meses foram suficientes para que o Al-Hilal se visse diante de uma nova decisão, e então Watkins surgiu como possível substituto, dando início a mais um capítulo da história.

    O problema não está no fracasso de uma contratação, pois isso acontece no futebol. O verdadeiro problema é quando o mesmo ciclo se repete: uma contratação enorme, depois a falta de convencimento, depois a rescisão de contrato ou empréstimo, depois outra contratação enorme. Nesse momento, a questão deixa de ser apenas técnica e se transforma em uma pergunta sobre o custo dos erros e a velocidade com que as decisões são tomadas.

    E, sob essa ótica, Benzema tornou-se símbolo de toda uma fase dentro do Al-Hilal; uma fase em que um grande nome mundial pode chegar hoje e, amanhã, estar fora do projeto caso não se encaixe rapidamente na visão técnica.

  • imago-sport-1080255964.jpgIcon Sportswire

    Somas gigantescas: resultados ainda em teste

    O Al-Hilal não gastou apenas com Benzema, mas seu elenco viu uma série de movimentações que incluíram a saída de outros nomes por meio de acordos de rescisão, como João Cancelo, Mateo Batouye e Malcom de Oliveira, além do empréstimo de Darwin Núñez, que não teve o impacto esperado durante sua primeira passagem.

    Núñez, especificamente, representa um grande paradoxo nessa história: um jogador vindo do Liverpool, uma contratação carregada de ambições enormes, e que depois se vê fora dos planos e sai por empréstimo — e, ao mesmo tempo, o Al-Hilal começa a buscar um novo centroavante, chegando a Watkins.

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    E quando você soma a isso as transferências de Somerville, Martinelli e Watkins, o quadro passa a parecer uma enorme movimentação financeira contínua dentro do time, especialmente no setor ofensivo: nomes grandes chegam, nomes grandes vão, e a conta não para.

    Mas aqui é preciso separar duas coisas: o grande volume de gastos não significa automaticamente a existência de uma irregularidade financeira, e falar em fair play financeiro exige sempre regulamentos e dados oficiais para que se torne uma acusação de fato.

     Já o que pode ser discutido no plano esportivo é a eficiência dos gastos e a capacidade do time de transformar esse investimento em títulos.

    E o Al-Hilal, especificamente, não tem o luxo de dizer que a construção precisa de longos anos, porque disputa a cada temporada tanto o Campeonato quanto a Liga dos Campeões da Ásia, e sua torcida não olha tanto para a lista de estrelas quanto para o que vai acabar dentro das vitrines do clube em forma de taças.

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  • imago-sport-1081063979.jpgAbdullah Ahmed

    O ataque de ouro: torna-se um tesouro ou uma conta sem fim?

    O Al-Hilal pode ter agora um dos setores ofensivos mais empolgantes da liga, mas ter o ataque mais forte no papel não significa necessariamente ter o time mais forte dentro de campo. 

    Watkins, Martinelli e Summerville são nomes capazes de fazer a diferença, mas seu verdadeiro sucesso vai aparecer quando o time parar de mudar sua formação a cada poucos meses e der à sua estrutura a chance de crescer e se estabilizar.

    E é aqui que a equação do Al-Hilal parece ser uma faca de dois gumes: o poderio financeiro permite ao clube corrigir os erros com rapidez, mas também pode empurrá-lo a tomar decisões precipitadas sempre que um jogador ou um projeto tropeça, mantendo a roda das mudanças girando sem fim.

    O mais chamativo é que todos esses investimentos ofensivos não vieram acompanhados, até agora, da hegemonia que a torcida espera de um elenco com esse valor, pois a liga precisa de continuidade, a Ásia precisa de solidez, e os grandes títulos às vezes são decididos por um detalhe defensivo mais do que por um novo nome ofensivo.

    Por isso, a verdadeira pergunta já não é: quem o Al-Hilal vai contratar em seguida? E sim: será que o Al-Hilal consegue finalmente parar de comprar soluções e começar a construir uma estrutura que não precise de mudanças constantes?

    Pois, se o "Líder" conseguir transformar esse poder de compra em um time coeso, o novo trio ofensivo pode se tornar uma geração de ouro que se imponha por anos.

     Mas, se a política de entradas e saídas, rescisões e empréstimos continuar, os bilhões que fazem barulho no mercado de transferências podem se transformar em apenas uma fatura gigantesca de um projeto que ainda não encontrou sua estabilidade.