A escalação anunciada pelo clube sugeria a possibilidade de um cenário completamente diferente. No papel, era de se esperar que Raphinha ocupasse o lado esquerdo e Adeyemi o lado direito, enquanto Gordon poderia atuar como centroavante fixo.
Mas Flick tinha outros planos. O treinador alemão colocou Raphinha no meio e entregou o lado esquerdo ao recém-chegado, sua posição natural tanto no Newcastle quanto na seleção da Inglaterra, e a partir dela ele consegue explorar um de seus principais pontos fortes: a capacidade de receber a bola em posição aberta, encarar o defensor e, então, arrancar para dentro.
E Gordon não demorou a demonstrar isso. Aos três minutos, ele registrou sua primeira jogada perigosa, ao receber a bola pelo lado esquerdo, encarar seu marcador e chegar até a linha de fundo antes de fazer um passe para trás que passou a apenas centímetros de encontrar Raphinha ou Eric García.
A situação se repetiu ao longo da primeira parte da partida, e o jogador inglês apareceu constantemente pelo lado esquerdo. Ele não se limitou a ficar colado à linha: recebia a bola em posição aberta e depois arrancava para dentro, em busca do espaço entre o lateral e o meio-campista interior, o que obrigou a defesa a tomar decisões.
Aos dez minutos, ele repetiu a jogada mais uma vez: outra arrancada, desta vez com um drible para dentro que deixou Sinaya no chão, um dos jogadores que mais sofreram diante da insistência do ponta inglês.
Gordon finalizou o ataque com um chute que passou por cima do travessão e, pouco depois, apareceu novamente e mandou um cruzamento em busca de Fermín, mas seu passe saiu curto.
O Barcelona, durante aquele período, apoiava-se claramente em seu novo ponta, e isso não foi por acaso. Gordon foi uma das principais fontes de criação de perigo ofensivo, e cada vez que recebia a bola sugeria a possibilidade de que algo acontecesse.