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Al Ittihad vs Al Kholood - Saudi Pro LeagueGetty Images Sport

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A novela de traição e indecisão ameaça o futuro de Moussa Diaby: qual é a história?

O francês Moussa Diaby vive um dos períodos mais nebulosos de sua trajetória no Al-Ittihad, depois que seu futuro dentro do clube se transformou em algo parecido com um jogo de cadeiras musicais, no qual as decisões mudam de uma situação para outra em poucos dias, enquanto o jogador segue sendo a parte que arca com as consequências dessa hesitação.

A história não parece nova para Diaby, pois a mesma cena se repetiu com ele no último verão, quando o jogador rejeitava a ideia de deixar o Al-Ittihad apesar da existência de uma proposta da Inter da Itália, antes que a direção do clube interviesse e o convencesse a abrir a porta para a transferência, levando o ponta francês a de fato iniciar os passos rumo a uma nova experiência.

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Mas a surpresa veio depois que a postura da direção mudou no último instante, quando ela recuou da ideia de vender o jogador e rejeitou sua saída, fazendo Diaby retornar às fileiras do Al-Ittihad apesar de já ter começado a lidar psicológica e tecnicamente com a ideia de deixar o clube, o que, segundo observadores, se refletiu posteriormente em seu nível e em seu desempenho dentro de campo.

E hoje, parece que o mesmo cenário se repete de forma ainda mais evidente; a direção comunicou a Diaby seu desejo de vendê-lo e pediu que ele entrasse em negociações relativas aos seus valores devidos, o que levou o jogador a abrir negociações com o Bayer Leverkusen da Alemanha e a chegar a um estágio avançado quanto à transferência para suas fileiras.

Diaby aceita e o Al-Ittihad recua novamente

Assim que Diaby conseguiu chegar a um acordo com o Leverkusen, a postura do Al-Ittihad mudou mais uma vez, e passou-se a falar da permanência do jogador e da sua não venda, colocando o próprio negócio diante de uma nova encruzilhada, embora o jogador tenha se movimentado com base no desejo de seu clube em vê-lo partir.

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O problema aqui não se relaciona apenas com a concretização ou o fracasso de um negócio, mas com a forma como o assunto foi conduzido desde o princípio. Quando se pede ao jogador que busque um novo clube, e ele então negocia e chega a um acordo, é natural que ele espere a execução da decisão que partiu de seu clube, e não que se veja diante de uma nova situação que coloca todo o seu futuro em um estado de incerteza.

E o mais curioso é que a porta não parece fechada em nenhuma das duas direções; a decisão de manter Diaby hoje pode mudar amanhã para a aprovação de sua saída, o que faz o jogador viver em um estado de espera contínua, sem saber se deve se preparar para permanecer em Jidá ou arrumar as malas rumo à Alemanha.

Quem arca com a fatura da hesitação?

Diaby passou, em um curto período, de jogador cuja saída era desejada a jogador cuja permanência era desejada, e depois a jogador cujo nome pode voltar a qualquer momento à lista dos que partem. E essa situação não ajuda o jogador a se estabilizar, nem oferece à comissão técnica uma imagem clara sobre quais peças ela vai basear a temporada.

E o mais grave é que a repetição do cenário pode ter efeitos técnicos e psicológicos, sobretudo porque o jogador já viveu uma experiência semelhante na temporada passada, quando a decisão da direção mudou no último instante depois que ele já estava próximo de sair, antes que seu rendimento fosse afetado posteriormente.

Portanto, a crise de Diaby não parece ligada às suas capacidades dentro de campo, mas sim à definição da postura da direção do Al-Ittihad em relação a ele. Se o jogador está à venda, é melhor que a decisão seja definitiva e clara; e se o clube deseja sua permanência, deve lhe oferecer estabilidade e confiança em vez de mantê-lo em uma zona cinzenta na qual a história da "transferência" pode se transformar de uma decisão definitiva em mera possibilidade sujeita a mudanças a qualquer instante.