"Fernandinho e Casemiro podem jogar juntos. Entre os dois, escolho de olhos vendados. Os dois jogam muito".
As palavras acima foram ditas por Tite no dia 5 de outubro, logo após o empate em 0 a 0 com a Bolívia, válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia.
Não tardou para os dois atuarem juntos como titulares com o treinador. O primeiro teste aconteceu no amistoso contra o Japão, na França, em novembro. Ambos jogaram toda a partida que acabou com vitória brasileira por 3 a 1. Desde então, a formação com os volantes de Manchester City e Real Madrid não foi mais usada desde o início - vale lembrar que também chegou a ser colocada em prática por Dunga, em 2015, no triunfo por 1 a 0 em cima de Honduras.
Apesar de testada uma única vez desde a mudança no comando da equipe, a dupla Fernandinho e Casemiro sempre esteve fresca e idealizada na cabeça de Tite, principalmente para ser uma estratégia de força extra em duelos com adversários mais duros fisicamente no meio de campo, como é o caso da Alemanha, nesta terça-feira, no Estádio Olímpico, em Berlim.
"Tanto o Casemiro como eu tentamos manter o mesmo nível de jogo nos nossos clubes e na seleção também. O principal é que o Brasil ganha com tudo isso", destacou Fernandinho, sobre a concorrência no setor, em entrevista exclusiva à Goal, no fim do ano passado.
Como "prometido", o nível do volante de 32 anos no futebol inglês segue elevado. É titular absoluto de Pep Guardiola e líder de um time que vem brilhando na Premier League e na Liga dos Campeões, além de ter renovado o contrato até 2020.
Com 40 jogos até o momento pelos citizens em 2017/18, Fernandinho ainda caminha para atingir a temporada "mais cheia" de sempre na vitoriosa carreira. Precisa de apenas mais 10 partidas para igualar os 50 confrontos de 2015/16, também na Inglaterra.
*Enviado especial a Berlim


