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Copa do Mundo Feminina

"Eu não vou na p... da Casa Branca", diz Rapinoe, ícone anti-Trump

10:01 BRT 26/06/2019
Megan Rapinoe USWNT vs Spain Women's World Cup 2019
Craque da seleção dos Estados Unidos não canta o hino nacional em protesto e se posiciona fortemente contra o atual governo de seu país natal

Megan Rapinoe tem roubado a cena na Copa do Mundo feminina. Além dos três gols e três assistências no certame, a camisa 15 da seleção dos Estados Unidos é um símbolo da luta das mulheres pela igualdade salarial e a favor das pessoas LGBTQ+, por isso, é claramente uma grande inimiga das ideias e ações do presidente dos EUA, Donald Trump. Quando perguntada se ele irá à Casa Branca caso a seleção vença a Copa do Mundo, Rapinoe foi enfática.

"Eu não vou para a porra da Casa Branca", exclamou a craque estadunidense ao Eight by Eight.

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Rapinoe vem chamando a atenção não apenas pelo futebol mostrado dentro do campo. Um gesto em especial vem sendo bastante comentado: durante a execução do hino nacional estadunidense, enquanto todas as jogadores do time cantam a música com as mãos no peito, Megan Rapinoe fica em silêncio e com as mãos para trás em forma de protesto. Como é a capitã da equipe na ausência de Carli Lloyd (que tem ficado no banco de reservas em vários jogos), Rapinoe sempre é a última da fila e a imagem é simbólica por ser a única a "desobedecer" o protocolo imposto.

Atitudes como essas são vistas como "antipatrióticas" especialmente pela ala mais conservadora e ufanista dos Estados Unidos, incluindo o presidente do país, Donald Trump, que afirmou em 2017 que não cantar o hino nacional era um "total desrespeito da nossa herança".

Dessa forma, Rapinoe confronta a o poder estabelecido nos Estados Unidos e faz sua voz e suas ideias serem ouvidas muito além da sua capacidade de jogo em campo.

Os Estados Unidos enfrentam as donas da casa França nessa sexta-feira (28), às 16h (de Brasília), no Parc de Princes, pelas quartas de final da Copa do Mundo Feminina.