Escolhas de Rogério Ceni incomodam dirigentes do Flamengo

Entre improvisos e escalações, treinador é questionado e parte da diretoria já defende intensificar busca por novo comando em 2021

Rogério Ceni não tem tido vida fácil no Flamengo, convivendo com a pressão por melhores futebol e resultados e já correndo o risco de demissão, o que só não aconteceu há alguns dias, após a derrota para o Ceará, por falta de opção no mercado. Diante de algumas escolhas feitas na derrota para o Athletico-PR, há no clube quem já defenda uma procura por um novo comandante.

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As vitórias sobre Goiás e Palmeiras deram uma sobrevida ao treinador, mas não foram suficientes para conquistar a confiança dos dirigentes rubro-negros. Com o revés para o Athletico no último domingo (24), alguns cartolas voltaram a falar sobre a necessidade de se aprofundar o debate de possíveis nomes para treinarem a equipe na temporada 2021. 

Nesta segunda-feira (25), o conselho de futebol do Flamengo se reúne, como de praxe, na Gávea, para debater questões relacionadas ao futebol, e o futuro de Rogério Ceni estará mais uma vez em pauta. Apesar de avaliarem como positivo o trabalho no dia a dia, membros da diretoria não entendem e não aprovam algumas decisões do treinador.

A ida de Willian Arão para a zaga, por exemplo, é uma delas. Desde que Ceni trouxe essa possibilidade, a avaliação da diretoria é de que não há essa necessidade. No entanto, o Flamengo segue a linha de dar liberdade ao treinador para fazer suas escolhas. Isso, inclusive, foi reforçado a ele antes da derrota para o Ceará, no Maracanã. 

Na ocasião, ele optou por começar o jogo com César no gol e Hugo Souza, que vinha sendo titular na ausência de Diego Alves, foi para o banco. A decisão pegou todo mundo de surpresa e, na partida seguinte contra o Goiás, ele voltou a escalar o garoto como titular sob as traves. 

Outro fator que incomoda bastante os dirigentes é não escalar Pedro e Gabigol juntos, os maiores investimentos do Flamengo na temporada 2020. Ao chegar ao clube, na coletiva de apresentação, o treinador deixou claro que isso seria possível, mas ainda não transformou essa ideia em fato. 

Com Rogério Ceni, Gabigol e Pedro jamais começaram uma partida juntos e, por vezes, sequer aparecem entre os titulares. No decorrer do jogo Contra o Athlético-PR, Ceni tirou o camisa 9 e colocou o camisa 21 para, em seguida, sacar Arrascaeta e colocar Rodrigo Muniz. 

No final do jogo, ele explicou os motivos que o levaram a utilizar o centroavante Rodrigo Muniz com Pedro e sacar Gabigol. 

"O problema é que Pedro e Gabigol, posso colocar os dois juntos, mas eu não consigo ter a recomposição defensiva. Os dois quebram um galho, mas não são marcadores. O Muniz já tem a parte de chegar na área, cabeceio, mas consegue recompor, fazer um lado de campo. O Pedro não faz o lado do campo, o Gabigol não faz o lado do campo, o Muniz já consegue. Na hora de recompor, ele consegue fazer essa recomposição lateral".

A explicação não convenceu ninguém internamente e incomodou os dirigentes, que seguidamente comentam o esforço que foi feito para que o clube tenham dois dos melhores atacantes do futebol brasileiro no elenco. 

Desde a chegada de Rogério Ceni, Gabigol ainda não completou um jogo inteiro dentro de campo. À exceção do jogo contra o Bahia, quando foi expulso, e da partida contra o Ceará, que começou no banco, ele foi sacado em todos os jogos. 

Com uma diferença de sete pontos e um jogo a menos para o Internacional, líder do Campeonato Brasileiro, o Flamengo já não depende apenas de si na briga pelo título, mesmo ainda tendo um confronto direto contra o Colorado. Na próxima quinta-feira (28), o Rubro-Negro encara o Grêmio, em jogo adiado da 23ª rodada. 

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